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Questão de Direito Processual Penal — Da Prisão e da Liberdade Provisória — UEG 2018

Direito Processual PenalDa Prisão e da Liberdade Provisória
Código
qq403499
Banca
UEG
Órgão
PC-GO
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia
Sobre a prisão, tem-se o seguinte:
  1. AA prisão temporária, presentes os seus requisitos, poderá ser decretada no curso da ação penal.
  2. BA Constituição da República Federativa do Brasil prevê a incomunicabilidade do preso durante o estado de defesa.
  3. CNos crimes hediondos, a prisão temporária tem, em regra, a duração de trinta dias.
  4. DApós a alteração legislativa promovida pela Lei n. 12.403, de 2011, é possível a decretação de prisão preventiva pelo juiz, de ofício, durante a investigação penal.
  5. EÉ causa de revogação da prisão preventiva o extrapolamento, pela autoridade policial, do prazo de conclusão do inquérito policial.
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GabaritoC — Nos crimes hediondos, a prisão temporária tem, em regra, a duração de trinta dias.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prisão temporária e preventiva

Gabarito: letra C. Nos crimes hediondos, a prisão temporária tem duração de trinta dias, conforme disposto no §3º do art. 2º da Lei 8.072/1990. As demais alternativas estão incorretas por motivos que serão expostos.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A prisão temporária é cabível apenas na fase de investigação policial, não podendo ser decretada no curso da ação penal. Seu objetivo é auxiliar as investigações, e uma vez instaurada a ação penal, a medida cautelar cabível é a prisão preventiva ou outras medidas cautelares.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A Constituição Federal não prevê a incomunicabilidade do preso durante o estado de defesa. Embora o art. 136, §3º, IV, da CF autorize o decreto de estado de defesa a estabelecer a incomunicabilidade do preso, a alternativa é imprecisa ao afirmar que a CF prevê tal incomunicabilidade de forma genérica, quando na verdade é uma medida que pode ser adotada pelo decreto, e não uma previsão constitucional direta. Além disso, a incomunicabilidade não é aplicável a todo preso durante o estado de defesa, mas sim uma faculdade do decreto.

Alternativa C — ✅ Correta

A Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072/1990) estabelece prazo específico para a prisão temporária nesses delitos:

Art. 2, §3Lei-8072

"A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei nº 7.960, de 21 de dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de trinta dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade."

Portanto, a regra geral é de 30 dias.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A Lei 12.403/2011, ao alterar o CPP, não permitiu a decretação de ofício da prisão preventiva pelo juiz durante a investigação penal. Na verdade, o art. 311 do CPP passou a permitir a decretação de ofício apenas após o oferecimento da denúncia; durante o inquérito, a prisão preventiva depende de representação da autoridade policial ou requerimento do Ministério Público. (Nota: O Pacote Anticrime posteriormente consolidou essa vedação.)

Alternativa E — ❌ Incorreta

O extrapolamento do prazo de conclusão do inquérito policial não é causa de revogação da prisão preventiva, mas sim de relaxamento da prisão por excesso de prazo, configurando constrangimento ilegal. A revogação ocorre quando desaparecem os motivos que justificaram a decretação da preventiva (art. 316 do CPP).

Gabarito: letra C.

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