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Questão de Direito Processual Penal — Inquérito Policial — UEG 2018

Direito Processual PenalInquérito Policial
Código
qq403506
Banca
UEG
Órgão
PC-GO
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia
Quando o inquérito policial é instaurado a partir de um auto de prisão em flagrante delito, diz-se haver:
  1. Anotitia criminis inqualificada.
  2. Bdelatio criminis postulatória.
  3. Cnotitia criminis de cognição imediata.
  4. Dnotitia criminis de cognição mediata.
  5. Enotitia criminis de cognição coercitiva.
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GabaritoE — notitia criminis de cognição coercitiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inquérito Policial - Notitia Criminis e Instauração

Gabarito: letra E. Quando o inquérito policial é instaurado a partir de um auto de prisão em flagrante, a doutrina processual penal classifica essa forma de conhecimento do fato criminoso como notitia criminis de cognição coercitiva. As demais alternativas referem-se a outras espécies de notitia criminis ou a formas de delatio criminis.

A classificação doutrinária divide a notitia criminis em três modalidades:

  • Cognição imediata: a autoridade policial toma conhecimento do crime por meio de suas atividades rotineiras.

  • Cognição mediata: o conhecimento se dá por expediente formal, como requisição do Ministério Público ou representação da autoridade judiciária.

  • Cognição coercitiva: decorre da prisão em flagrante, que obriga a instauração do inquérito.

Já a delatio criminis é a comunicação feita por terceiros, podendo ser simples (qualquer pessoa), postulatória (ofendido, para ações condicionadas ou privadas) ou inqualificada (denúncia anônima).

Modalidade de Conhecimento do Fato Criminoso

Forma de Instauração do Inquérito Policial

Característica Principal

Notitia criminis de cognição coercitiva

Auto de prisão em flagrante delito

O flagrante impõe à autoridade policial o dever de instaurar o inquérito

Notitia criminis de cognição imediata

Atividade rotineira da polícia

Autoridade policial descobre o fato por seus próprios meios (ex.: patrulhamento)

Notitia criminis de cognição mediata

Expediente formal (requisição do MP ou representação da autoridade judiciária)

Depende de provocação externa formal

1Cognição imediata
Atividades rotineiras da polícia
2Cognição mediata
Requisição do MP
Representação judicial
3Cognição coercitiva
Prisão em flagrante
Dever de instaurar inquérito
4Delatio criminis
Simples (qualquer pessoa)
Postulatória (ofendido)
Inqualificada (denúncia anônima)
Notitia criminis
LEVELsoulevel.com.br
Notitia criminis: Cognição imediata (Atividades rotineiras da polícia); Cognição mediata (Requisição do MP, Representação judicial); Cognição coercitiva (Prisão em flagrante, Dever de instaurar inquérito); Delatio criminis (Simples (qualquer pessoa), Postulatória (ofendido), Inqualificada (denúncia anônima))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A "notitia criminis inqualificada" é, na verdade, uma espécie de delatio criminis (denúncia anônima), e não uma forma de notitia criminis. Não se confunde com a instauração por flagrante.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A "delatio criminis postulatória" é a comunicação feita pelo ofendido ou representante legal para que o inquérito seja instaurado, típica de ações penais públicas condicionadas ou privadas. Não é a hipótese de flagrante.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A "notitia criminis de cognição imediata" ocorre quando a autoridade policial descobre o fato por seus próprios meios (ex.: patrulhamento). Não é o caso de flagrante, que é uma forma coercitiva.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A "notitia criminis de cognição mediata" depende de um expediente formal, como requisição do MP ou representação. O flagrante é uma forma autônoma e coercitiva.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A "notitia criminis de cognição coercitiva" é exatamente a hipótese de instauração do inquérito policial com base no auto de prisão em flagrante. O flagrante impõe à autoridade policial o dever de instaurar o inquérito, sendo uma forma coativa de conhecimento do crime.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura os conceitos de notitia criminis e delatio criminis. O candidato pode confundir "cognição coercitiva" (flagrante) com "cognição imediata" (atividade rotineira) ou com "delatio criminis postulatória". Grave: flagrante é sempre cognição coercitiva, independentemente de quem o comunicou.

MNEMÔNICO
DEITAA IDOSO
DDispensávelEEscritoIInquisitivoTTransitórioAAdministrativoApresidido por Autoridade pública competenteIIndisponívelDDiscricionárioOOficialSSigilosoOOficioso
Características do inquérito policial

Gabarito: letra E

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