Questão de Português — Interpretação de Textos — CETREDE 2019
- Código
- qq427679
- Banca
- CETREDE
- Órgão
- Prefeitura de Pacujá - CE
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- Fiscal de Tributos
- Aincontrolável.
- BInvencível.
- Cpassageira.
- Dsustentável.
- EIncômoda.
GabaritoB — Invencível.
Gabarito: letra B. O poema mostra que a dor do poeta é invencível, pois as imagens finais — "estrela ébria que perdeu os céus", "sereia louca que deixa o mar", "templo prestes a ruir sem deus", "Estátua falsa ainda erguida no ar" — indicam persistência mesmo em ruínas. O advérbio "ainda" é a chave: a dor permanece, não é vencida. Além disso, o eu lírico afirma: "nem sequer um arrepio de medo!" (estrofe 3), mostrando que a dor é tão arraigada que já não provoca reação — é invencível, não passageira nem controlável.
"Sou estrela ébria que perdeu os céus, / Sereia louca que deixa o mar; / Sou templo prestes a ruir sem deus, / Estátua falsa ainda erguida no ar..."
incontrolável. O texto não sugere que a dor seja incontrolável; pelo contrário, o eu lírico descreve uma resignação estoica ("Nada me aloira, nada me aterra"). A dor é constante, mas não há tentativa de controle ou descontrole.
Invencível. Como provado acima: a persistência da imagem da estátua erguida, o "ainda", a ausência de reação diante da guerra — tudo aponta para uma dor que não pode ser superada.
passageira. O poema inteiro nega a transitoriedade: "as sombras que eu dimano não perduram" (verso 7) é irônico, pois o eu lírico quer que durem? Na verdade, a própria estática da "estátua falsa ainda erguida" indica permanência. A dor não passa; ela é o estado permanente.
sustentável. O termo é anacrônico e não encontra eco no texto. Não há ideia de 'sustentar' a dor como algo positivo ou gerenciável; a dor é ruína, não sustento.
Incômoda. A dor é descrita como algo profundo e existencial, não apenas "incômoda". O poema fala de perda do céu, do mar, do deus — é uma dor metafísica, muito além do mero incômodo.
Em questões de interpretação poética, busque a intensidade e a persistência das imagens. Palavras como "ainda" e expressões de negação ("nem sequer") são pistas fortes para o sentido invariável da dor.
Gabarito: letra B
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