Não terei saudades de grandes amores. O termo destacado é classificado como:
AObjeto indireto;
BSujeito deslocado;
CAdjunto adnominal;
DAdjunto verbal;
EComplemento nominal.
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GabaritoE — Complemento nominal.
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Análise sintática do termo "de grandes amores"
Gabarito: letra E — Complemento nominal. A expressão "de grandes amores" completa o sentido do substantivo saudades, que é um substantivo abstrato. A relação é de complementação, não de modificação. Por isso, classifica-se como complemento nominal, e não como adjunto adnominal ou objeto indireto.
Passo a passo da resolução
Identifique o núcleo a que o termo se liga. O termo destacado é "de grandes amores". Ele está ligado a saudades (substantivo). Não complementa o verbo "terei" — note que o verbo "ter" (no caso "terei") é transitivo direto e já possui o objeto direto "saudades".
Verifique a transitividade do nome. "Saudade" é um substantivo abstrato que exige um complemento preposicionado para ter sentido completo: sente-se saudade de alguém ou de algo. Essa é a função do complemento nominal: completar o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) por meio de preposição.
Compare com as outras funções:
Objeto indireto complementa verbo transitivo indireto, não nome. Aqui, o verbo "terei" já tem objeto direto; o termo não se liga a ele.
Sujeito deslocado seria o termo que exerce a função de sujeito, mas "de grandes amores" não é sujeito (o sujeito de "terei" é eu, oculto).
Adjunto adnominal modifica o substantivo, atribuindo-lhe uma característica (ex.: grandes, pequenos). "De grandes amores" não é característica de "saudades", mas sim o alvo/objeto da saudade. Além disso, adjunto adnominal pode vir sem preposição ou com preposição (ex.: casa de madeira), mas quando o termo preposicionado tem sentido paciente/de alvo, como aqui (saudade de algo), é complemento nominal.
Adjunto verbal não é uma nomenclatura padrão na sintaxe; as bancas usam "adjunto adverbial" para circunstâncias. Aqui não há circunstância (tempo, modo, etc.), e sim complementação de um nome.
Confirmação no texto
No texto de Arnaldo Jabor, a frase aparece exatamente assim: "Não terei saudades de grandes amores, de megashows da vida de hoje..." (parágrafo "Não terei saudades de grandes amores..."). O termo "de grandes amores" é claramente o complemento do substantivo "saudades".
Distratores
Alternativa A — ❌ Objeto indireto: O erro é confundir complemento do nome com complemento do verbo. Para ser objeto indireto, o termo deveria complementar um verbo transitivo indireto (ex.: lembrar-se de grandes amores). Aqui o verbo é "terei" (transitivo direto) e o termo está ligado a um nome.
Alternativa B — ❌ Sujeito deslocado: Não há qualquer relação com sujeito. O sujeito é desinencial (eu).
Alternativa C — ❌ Adjunto adnominal: O adjunto adnominal modifica o substantivo (ex.: "grandes" é adjunto adnominal de "amores"), mas o termo preposicionado "de amores" não modifica "saudades" — ele completa seu sentido, sendo paciente (alvo da saudade). A diferença clássica: se o termo preposicionado for agente (ex.: "a saudade do amigo" = o amigo sente saudade? Não, é a saudade que se tem do amigo, então paciente; mas se fosse "o amor do pai" poderia ser agente ou paciente; aqui é paciente) — confirma complemento nominal.
Alternativa D — ❌ Adjunto verbal: Termo inexistente na nomenclatura tradicional; provável confusão com adjunto adverbial, mas não há circunstância.
Conclusão: A única classificação correta é complemento nominal, pois o termo completa o sentido do substantivo abstrato "saudades", ligando-se a ele por preposição e recebendo sentido passivo.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.