Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — COMPERVE - UFRN 2019
MedicinaGinecologia e Obstetrícia
- Código
- qq431020
- Banca
- COMPERVE - UFRN
- Órgão
- UFRN
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- COMPERVE - - Médico - Ginecologia e Obstetrícia
A causa imediata do descolamento prematuro de placenta é a ruptura dos vasos maternos na decídua basal. O sangue acumulado atinge a zona de clivagem decíduo -placentária e inicia a separação. O sangramento pode ser pequeno e autolimitado ou pode continuar a dissecar através da interface placenta-decidual, levando à separação completa ou quase completa da placenta. A porção descolada da placenta é incapaz de permutar gases e nutrientes. Quando a unidade feto- placentária restante é incapaz de compensar essa perda de função, o feto é comprometido. Em relação à etiologia desse evento,
- Aa hipoxia proveniente do processo isquemia placentária induz a diminuiçao de fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que atua diretamente em células endoteliais, reduzindo assim a produção de trombina. Esses eventos desencadeiam hiperatividade uterina, capaz de promover distúrbio de coagulação nas miofibrilas e deficiência da ação da progesterona.
- Bas anomalias uterinas (por exemplo, o útero bicorno), sinéquias uterinas e leiomioma são locais impróprios mecânica e biologicamente para implantação placentária. O descolamento nesses locais pode ser devido ao implante trofoblástico subótimo , que promove vasoconstrição causando isquemia, necrose, vasodilatação reflexa e comprometimento da integridade vascular.
- Cuma pequena proporção dos descolamentos está relacionada a eventos mecânicos súbitos, como traumatismo abdominal ou descompressão uterina rápida, que causam a tração da placenta inelástica devido ao alongamento ou à contração súbita da parede uterina subjacente. Em acidentes automobilísticos, por exemplo, um fator adicional é a rápida aceleração-desaceleração do útero, que causa alongamento uterino sem alongamento placentário concomitante.
- DA hemorragia arterial de alta pressão na periferia da placenta leva ao desenvolvimento rápido de manifestações clínicas potencialmente fatais de descolamento, como sangramento grave, coagulação intravascular disseminada materna e anormalidades da frequência cardíaca fetal. A hemorragia venosa de baixa pressão na área central da placenta é mais provável que resulte em manifestações clínicas que ocorrem ao longo do tempo, como hemorragia intermitente leve.