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Questão de Raciocínio Lógico — Lógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos — FADESP 2019

Raciocínio LógicoLógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos
Código
qq448771
Banca
FADESP
Órgão
CPC-RENATO CHAVES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Engenharia Civil
Considere os argumentos a seguir.I- Todos os peritos criminais receberão uma gratificação. Logo, alguns peritos criminais não receberão gratificação.II- Médicos legistas estudaram na UFPA ou na UEPA. Ana é médica legista e não estudou na UFPA. Logo, Ana estudou na UEPA.III- Alguns peritos são engenheiros. Alguns engenheiros estudaram na UFPA. Logo, todos os peritos estudaram na UFPA.Após a análise das argumentações, pode-se concluir que
  1. Aapenas o argumento III é válido.
  2. Bapenas o argumento II é válido.
  3. Cos argumentos I e II não são válidos.
  4. Dos argumentos II e III são válidos.
  5. Eos argumentos I e II são válidos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — apenas o argumento II é válido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de argumentação – Validade dos argumentos

Gabarito: letra B — apenas o argumento II é válido. O argumento I é inválido por contradizer a conclusão (todos os peritos recebem gratificação → não se conclui que alguns não recebem). O argumento III é inválido por falácia de quantificadores (alguns peritos são engenheiros e alguns engenheiros estudaram na UFPA não implica que todos os peritos estudaram na UFPA). O argumento II é um silogismo disjuntivo válido: todo médico legista estudou na UFPA ou UEPA, Ana é médica legista e não estudou na UFPA, logo estudou na UEPA.

Análise dos argumentos

🎯 Lembrete

A validade de um argumento independe da verdade ou falsidade factual das premissas ou da conclusão. Um argumento é válido quando, se as premissas fossem verdadeiras, a conclusão necessariamente também seria verdadeira.


Caso

Premissas

Conclusão

Validade

I

Todos os peritos recebem gratificação (∀x (Px → Gx))

Alguns peritos não recebem gratificação (∃x (Px ∧ ¬Gx))

Inválido (contradição)

II

Todo médico legista estudou na UFPA ou UEPA (∀x (Mx → (Ux ∨ Ex))); Ana é médica legista e não estudou na UFPA (Ma ∧ ¬Ua)

Ana estudou na UEPA (Ea)

Válido (silogismo disjuntivo)

III

Alguns peritos são engenheiros (∃x (Px ∧ Ex)); Alguns engenheiros estudaram na UFPA (∃x (Ex ∧ Ux))

Todos os peritos estudaram na UFPA (∀x (Px → Ux))

Inválido (falácia de quantificadores)

Item I — ❌ Inválido

Premissa: Todos os peritos criminais receberão uma gratificação. Conclusão: Alguns peritos criminais não receberão gratificação.

Do ponto de vista lógico, a premissa universal afirmativa (Todo A é B) é contraditória com a conclusão particular negativa (Algum A não é B). Se a premissa é verdadeira, a conclusão é necessariamente falsa. Portanto, a conclusão não decorre das premissas (na verdade, a conclusão é o oposto). Argumento inválido.


Item II — ✅ Válido ⟵ GABARITO

Premissa 1: Todos os médicos legistas estudaram na UFPA ou na UEPA. (∀x (Mx → (UFPAx ∨ UEPAx))) Premissa 2: Ana é médica legista e não estudou na UFPA. (Ma ∧ ¬UFPAa) Conclusão: Ana estudou na UEPA. (UEPAa)

Trata-se de um silogismo disjuntivo (modus tollendo ponens). Da premissa 1, sabendo que Ana é médica legista, temos que ela estudou na UFPA ou na UEPA. Como a premissa 2 afirma que ela não estudou na UFPA, a única possibilidade restante é que estudou na UEPA. A conclusão é consequência lógica necessária das premissas. Argumento válido.


Item III — ❌ Inválido

Premissa 1: Alguns peritos são engenheiros. (∃x (Px ∧ Ex)) Premissa 2: Alguns engenheiros estudaram na UFPA. (∃x (Ex ∧ Ux)) Conclusão: Todos os peritos estudaram na UFPA. (∀x (Px → Ux))

A conclusão é uma afirmação universal (todos), mas as premissas apenas estabelecem a existência de alguns elementos em comum. É perfeitamente possível que existam peritos que não sejam engenheiros e que não tenham estudado na UFPA, mesmo com as premissas verdadeiras. Logo, a conclusão não é necessária. Argumento inválido (falácia da generalização apressada).


Conclusão

Apenas o argumento II é válido. Portanto:

  • Alternativa A (apenas III válido) → incorreta.

  • Alternativa B (apenas II válido) → correta.

  • Alternativa C (I e II não são válidos) → incorreta (II é válido).

  • Alternativa D (II e III são válidos) → incorreta (III é inválido).

  • Alternativa E (I e II são válidos) → incorreta (I é inválido).

Gabarito: letra B

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