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Questão de Criminalística — A Prova: Presunções, Vestígios e Indícios — FADESP 2019

CriminalísticaA Prova: Presunções, Vestígios e Indícios
Código
qq448797
Banca
FADESP
Órgão
CPC-RENATO CHAVES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Farmácia
O resultado de exame preliminar pelo teste de Scott, que identificou a presença de cocaína em 10 kg de material suspeito apreendido por autoridade policial, foi utilizado para a prisão em flagrante do indivíduo portador da droga. Dependendo do juízo sobre o caso, esse teste necessita de laudo definitivo porque se baseia na
  1. Aformação de complexo azul organometálico cobalto-cocaína, que sofre interferência de componentes comumente adicionados às drogas ilícitas, o que pode levar a resultados falso-positivos.
  2. Bcromatografia em camada delgada em solução de hidróxido de amônio, que auxilia na separação da cocaína mas promove resultado positivo também para codeína.
  3. Cformação de base de Schiff, de coloração azulada por ligação da cocaína com o cobre do reagente, mas que pode resultar em teste falso-positivo na presença de sacarose.
  4. Danálise gravimétrica em comparação à amostra padrão de cocaína pura, mas que pode gerar resultados falso-negativos na presença de mais de 50% de bicarbonato de sódio na amostra.
  5. Edescoloração do azul bromotimol pela cocaína determinada por espectrofotometria na faixa do espectro visível, porém sujeita a resultados falso-negativos na presença de menos que 1% de cocaína na amostra analisada.
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GabaritoA — formação de complexo azul organometálico cobalto-cocaína, que sofre interferência de componentes comumente adicionados às drogas ilícitas, o que pode levar a resultados falso-positivos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teste de Scott – fundamento químico e interferências

Gabarito: letra A. O teste de Scott é um teste colorimétrico presuntivo para cocaína, baseado na formação de um complexo azul de tiocianato de cobalto com a cocaína. Esse complexo é organometálico e pode sofrer interferências de substâncias comumente adulterantes (como lidocaína, procaína, açúcares etc.), gerando resultados falso-positivos. Por isso, o laudo definitivo (por técnicas como CG-MS ou CCD) é necessário para confirmar a presença da droga.

A banca cobra o conhecimento do princípio químico do teste de Scott e sua principal limitação – a possibilidade de falso-positivo devido a interferentes. As demais alternativas descrevem outros métodos analíticos ou reações que não correspondem ao teste de Scott.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve exatamente o fundamento do teste de Scott: "formação de complexo azul organometálico cobalto-cocaína" – o reagente de Scott contém tiocianato de cobalto (II) que, em presença de cocaína, forma um complexo de cor azul. A menção a interferentes comuns (adulterantes) que podem causar falso-positivos é correta, pois substâncias como lidocaína, benzocaína e outros anestésicos locais também produzem coloração azul com o reagente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa se refere à cromatografia em camada delgada (CCD) com hidróxido de amônio, que é um método confirmatório, mas não é o princípio do teste de Scott. O teste de Scott é um teste colorimétrico simples, não uma técnica cromatográfica. Além disso, a CCD não utiliza hidróxido de amônio como fase móvel típica para cocaína, e a reação com codeína não é pertinente ao teste de Scott.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa menciona "formação de base de Schiff, de coloração azulada por ligação da cocaína com o cobre do reagente". Isso está incorreto: o teste de Scott utiliza cobalto (tiocianato de cobalto), e não cobre. A reação de base de Schiff é típica de testes para aminas primárias, como o teste de ninidrina, não se aplica à cocaína. A interferência da sacarose não é relevante nesse contexto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa descreve "análise gravimétrica em comparação à amostra padrão de cocaína pura". Análise gravimétrica envolve medidas de massa, não colorimétricas. O teste de Scott não é gravimétrico. A possibilidade de falso-negativo por bicarbonato de sódio não é característica do teste de Scott; bicarbonato pode estar presente como adulterante, mas o teste colorimétrico ainda pode dar positivo se houver cocaína suficiente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa menciona "descoloração do azul bromotimol pela cocaína determinada por espectrofotometria na faixa do espectro visível". O azul de bromotimol é um indicador de pH, e sua descoloração não é a base do teste de Scott. A espectrofotometria pode ser usada em métodos confirmatórios, mas não é o princípio do teste presuntivo. A afirmação sobre falso-negativos com menos de 1% de cocaína não é uma limitação típica do teste de Scott.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o princípio químico correto (complexo cobalto-cocaína) por descrições de outras técnicas (CCD, base de Schiff, gravimetria, espectrofotometria) que o candidato pode confundir. Lembre-se: teste de Scott é colorimétrico, forma complexo azul com cobalto, e é sujeito a falso-positivos por interferentes.

Gabarito: letra A – única alternativa que descreve corretamente o fundamento do teste de Scott e sua principal limitação.

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