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Questão de História — História Geral — FADESP 2019

HistóriaHistória Geral
Código
qq449626
Banca
FADESP
Órgão
Prefeitura de Marabá - PA
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Professor Licenciado em História
O pesquisador Luiz Carlos Soares avalia que o poder das invenções e do mecanicismo no processo de nascimento e crescimento da Revolução industrial inglesa na segunda metade do século XVIII foi maior do que quiseram crer os principais autores que escreveram sobre este movimento. Ressalta que, “se a sociedade passou a ser concebida dentro da mesma lógica da “Machina-Mundi” Newtoniana, nada mais natural que este „mecanismo social‟ fosse estendido ao mundo da produção” (SOARES, Luiz Carlos. A Albion revisitada. Ciência, religião, ilustração e comercialização do lazer na Inglaterra do século XVIII. Rio de Janeiro: Sete Letras e FAPERJ, 2007, p. 45).Sobre esta visão mecânica de mundo e sua relação com a Revolução Industrial, o autor avalia que a fábrica passou a ser um local de aplicabilidade das chamadas “ciências da natureza”. Esta aplicação seria percebida na ideia de que a fábrica seria o local para se utilizar as forças da natureza a serviço do(da)
  1. Ahomem, reduzindo-lhe o fardo do trabalho, numa ideia ilusória de que a natureza seria infinita e que o trabalho humano iria ser – paulatinamente – substituído pelo das máquinas, o que gerou devastações e muitos conflitos sociais e políticos com os trabalhadores, sobretudo com os trabalhadores artesanais.
  2. Bprodução em larga escala, fazendo uso de alta tecnologia e da criação de leis trabalhistas que passaram a regular o trabalho humano, moderando e regulamentando os excessos feitos por industriais obsoletos.
  3. Cdiminuição do trabalho manual, sobretudo aquele feito por mulheres e crianças, as mais prejudicadas pelo trabalho anterior à Revolução Industrial, que, depois da implantação das máquinas, puderam ter melhores condições de trabalho.
  4. Dprodução industrial de máquinas e de automóveis, que alavancou a Revolução Industrial e possibilitou a passagem da mão de obra escrava para a livre, contudo os novos trabalhadores nunca ficaram livres das máquinas, que passaram a os “escravizar” em seu ritmo alucinante.
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GabaritoA — homem, reduzindo-lhe o fardo do trabalho, numa ideia ilusória de que a natureza seria infinita e que o trabalho humano iria ser – paulatinamente – substituído pelo das máquinas, o que gerou devastações e muitos conflitos sociais e políticos com os trabalhadores, sobretudo com os trabalhadores artesanais.

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