Questão de História — História Geral — FADESP 2019
HistóriaHistória Geral
- Código
- qq449628
- Banca
- FADESP
- Órgão
- Prefeitura de Marabá - PA
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor Licenciado em História
Leia o texto abaixo sobre o absolutismo na França moderna e seu final em 1789.“Maria Antonieta, a filha mais nova da imperatriz Maria Teresa não se caracterizava pelo calor humano (...) De acordo com o lema “Deixa que os outros façam a guerra, tu feliz Áustria, casa-te”, a pequena Maria Antonia Josephe Johana, a quem todos chamavam de Antoinette, viveu luxuosamente com sua família austríaca e mais ainda depois do casamento com o monarca absolutista francês Luís XVI. Bela, caprichosa e atrevida, sua situação mudou em 14 de julho de 1789, quando o povo de Paris assaltou a fortaleza da Bastilha, símbolo do absolutismo monárquico, mas também ponto estratégico de repressão de Luís XVI, pois os seus canhões estavam apontados para os bairros operários. O povo passava fome, e Maria Antonieta tentava convencer o marido a fugir. Neste tempo surgiu uma anedota segundo a qual a rainha teria perguntado ao seu cocheiro durante um passeio por que havia tanta gente na rua em filas, o cocheiro teria respondido que eles esperavam pelo pão, que desaparecera do mercado. Ao que Antonieta interviu dizendo que se não havia pão que o povo comesse brioches...”(Texto adaptado de Helge Hesse. A história do mundo em 50 frases. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2012).No trecho acima, a anedota – sendo verdadeira ou não – demonstra uma situação real e limítrofe de carência e pobreza que acabou por explodir em uma Revolução que destruiu o sistema absolutista francês em 1789. A imagem da jovem rainha austríaca na corte francesa demonstra bem este limite, que pode ser percebido porque esta rainha simbolizava o(a)
- Aluxo e a riqueza do regime absolutista de direito divino, no qual os monarcas e suas mulheres governavam conjuntamente e não tinham limites para seus poderes, uma vez que até construíam prisões com canhões, como a Bastilha, para controlar o povo e sua miséria.
- Bpolítica de alianças e casamentos entre as principais dinastias europeias para manter o chamado “sangue azul” e a garantia de direito divino que sustentava a ideologia absolutista, no entanto as mulheres acabavam reduzidas muitas vezes a casamentos sem muita ligação com problemas mundanos, como a situação dos pobres na França de 1789.
- Costentação de uma monarquia luxuosa, na qual as mulheres eram fortes e governavam em nome de seus pais e filhos junto aos seus maridos, fazendo-se de tímidas para impor suas vontades – mesmo que extravagantes – diante da plebe e do povo.
- Driqueza e o luxo da corte real europeia, que, conjuntamente, governava os principais países europeus. A monarquia francesa era ligada à austríaca e o elo de ligação era Maria Antonieta, uma rainha forte na Áustria, porém pouco influente na França.