Questão de Biologia — Relações ecológicas — FUNDATEC 2019
Biologia›Relações ecológicas
Código
qq465587
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Coronel Bicaco - RS
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Professor Ensino Fundamental 6ª a 9ª séries - Ciências
Algumas plantas fotossintetizantes são incapazes de retirar água e sais minerais do solo e, por isso, obtêm o necessário de outras plantas. Essa descrição é um exemplo de:
AEpifitismo.
BParasitismo.
CInquilinismo.
DComensalismo.
EAmensalismo.
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GabaritoB — Parasitismo.
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Relações ecológicas interespecíficas: parasitismo, epifitismo e inquilinismo
Gabarito: letra B. A descrição — plantas fotossintetizantes que não retiram água e sais minerais do solo e obtêm o necessário de outras plantas — é um exemplo clássico de parasitismo, relação ecológica interespecífica em que uma espécie (parasita) vive à custa de outra (hospedeiro), causando-lhe prejuízo. O exemplo típico são as ervas-de-passarinho, que fazem fotossíntese, mas retiram água e nutrientes minerais do hospedeiro por meio de raízes especializadas (haustórios).
Para entender por que a resposta é parasitismo e não as demais, é preciso dominar a classificação das relações ecológicas interespecíficas. Elas se dividem em harmônicas (quando não há prejuízo para nenhuma das partes) e desarmônicas (quando pelo menos uma das partes é prejudicada). O parasitismo é uma relação desarmônica: o parasita é beneficiado e o hospedeiro é prejudicado. Já o epifitismo, o inquilinismo e o comensalismo são relações harmônicas, em que uma das partes é beneficiada sem causar dano à outra.
A pegadinha da questão está em distinguir o parasitismo do epifitismo. As plantas epífitas (como bromélias e orquídeas) também vivem sobre outras plantas, mas apenas como suporte, sem retirar nutrientes delas — por isso são consideradas um caso de inquilinismo. Já as plantas parasitas (como as ervas-de-passarinho e a raflésia) retiram seiva elaborada ou bruta do hospedeiro, causando-lhe prejuízo. O enunciado diz expressamente que a planta "obtém o necessário de outras plantas", ou seja, retira recursos do hospedeiro — isso caracteriza parasitismo, não epifitismo.
Critério
Parasitismo (✅)
Epifitismo/Inquilinismo
Comensalismo
Amensalismo
Retira nutrientes do outro
Sim
Não (só suporte)
Não (restos alimentares)
Não
Efeito sobre a outra espécie
Prejuízo (−)
Neutro (0)
Neutro (0)
Prejuízo (−)
Efeito sobre a espécie que se beneficia
Benefício (+)
Benefício (+)
Benefício (+)
Sem benefício direto
Tipo de relação
Desarmônica
Harmônica
Harmônica
Desarmônica
Alternativa A — ❌ Incorreta
O epifitismo é a relação em que uma planta vive sobre outra apenas como suporte, sem retirar nutrientes dela. As epífitas (bromélias, orquídeas) obtêm água e sais minerais da umidade do ar e da decomposição de matéria orgânica acumulada em suas raízes, não do hospedeiro. O enunciado afirma que a planta "obtém o necessário de outras plantas", o que contraria a definição de epifitismo. A banca troca o conceito: no epifitismo não há retirada de recursos do hospedeiro.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O parasitismo é a relação interespecífica desarmônica em que uma espécie (parasita) vive à custa de outra (hospedeiro), retirando dela nutrientes e causando-lhe prejuízo, geralmente sem levá-la à morte. O enunciado descreve exatamente isso: plantas fotossintetizantes que não retiram água e sais minerais do solo e, por isso, obtêm o necessário de outras plantas. O exemplo clássico são as ervas-de-passarinho, que fazem fotossíntese, mas retiram água e nutrientes minerais do hospedeiro por meio de raízes especializadas (haustórios).
Alternativa C — ❌ Incorreta
O inquilinismo é a relação harmônica em que uma espécie usa outra como moradia ou suporte, sem causar prejuízo. As plantas epífitas sobre árvores são o exemplo clássico de inquilinismo. A diferença crucial para o parasitismo é que o inquilino não retira nutrientes do hospedeiro — apenas se instala sobre ele. Como o enunciado afirma que a planta "obtém o necessário de outras plantas", há retirada de recursos, o que descarta o inquilinismo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O comensalismo é a relação harmônica em que uma espécie se beneficia aproveitando restos alimentares de outra, sem prejudicá-la. O exemplo clássico são os abutres que se alimentam dos restos das presas dos leões. No caso do enunciado, a planta não aproveita restos de alimento — ela retira ativamente água e sais minerais do hospedeiro, causando-lhe prejuízo. Portanto, não se trata de comensalismo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O amensalismo (também chamado de antibiose) é a relação em que uma espécie libera substâncias químicas que inibem ou dificultam o crescimento de outra, sem obter benefício direto. O exemplo clássico são certos fungos e bactérias que liberam antibióticos que impedem o crescimento de bactérias competidoras. No enunciado, a planta parasita obtém benefício direto (água e sais minerais) do hospedeiro, o que não caracteriza amensalismo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre epifitismo e parasitismo. Ambos envolvem plantas vivendo sobre outras plantas, mas a diferença está na retirada de nutrientes: a epífita usa o hospedeiro apenas como suporte (relação harmônica, inquilinismo), enquanto a parasita retira água e sais minerais dele (relação desarmônica). O enunciado diz "obtêm o necessário de outras plantas" — essa é a palavra-chave que aponta para o parasitismo. Fique atento a esse detalhe na prova: se a planta retira recursos do hospedeiro, é parasitismo; se apenas se apoia, é epifitismo/inquilinismo. 💪
PEGA ESSA DICA!
Para acertar questões de relações ecológicas, monte um quadro mental com o efeito sobre cada espécie (benefício, prejuízo ou neutro). O parasitismo é (+/−), o comensalismo é (+/0), o inquilinismo é (+/0), o epifitismo é (+/0) e o amensalismo é (−/0). Quando a questão descrever uma planta sobre outra, pergunte-se: ela retira nutrientes? Se sim, é parasitismo; se não, é epifitismo/inquilinismo.