Questão de Contabilidade Geral — Outras Demonstrações — FUNDATEC 2019
Contabilidade Geral›Outras Demonstrações
Código
qq467806
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Porto Alegre - RS
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal da Receita Municipal - Bloco II
No Balaço Patrimonial do ano de 2018, a empresa Jupter apresentou em seu Passivo Circulante o valor de R$ 700.000,00 a título de Dividendos Propostos. No mesmo exercício, o Lucro apurado foi de R$ 2.800.000,00. Sabe-se que a empresa Marte participa do capital da empresa Jupter com um percentual de 20% e que apresenta no Ativo Não Circulante essa participação, classificada como Investimento avaliado pelo método de custo, por ser a forma adequada de classificação.O registro contábil desta mutação patrimonial na investidora Marte, será:
ACRÉDITO DIVIDENDOS A PAGAR R$ 140.000,00DÉBITO DESPESAS COM DIVIDENDOS R$ 140.000,00
BDÉBITO DIVIDENDOS A RECEBER R$ 140.000,00CRÉDITO RECEITAS DE DIVIDENDOS R$ 140.000,00
CDÉBITO DIVIDENDOS A RECEBER R$ 140.000,00DÉBITO INVESTIMENTOS R$ 400.000,00CRÉDITO GANHO COM EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL R$ 540.000,00
DDÉBITO DIVIDENDOS A RECEBER R$ 140.000,00CRÉDITO INVESTIMENTOS R$ 140.000,00
EDÉBITO DIVIDENDOS PROPOSTOS A RECEBER R$ 140.000,00DÉBITO INVESTIMENTO R$300.000,00CRÉDITO GANHO POR EQUIVALÊNCIA PATRIMÔNIAL R$ 440.000,00
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GabaritoB — DÉBITO DIVIDENDOS A RECEBER R$ 140.000,00
CRÉDITO RECEITAS DE DIVIDENDOS R$ 140.000,00
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Dividendos no Método de Custo
Gabarito: letra B. No método de custo, a investidora registra os dividendos declarados pela investida como receita no momento em que são propostos ou declarados, sem ajustar o valor do investimento. Como a Marte possui 20% da Jupter, seu direito é de R$ 140.000 (20% × R$ 700.000). O lançamento correto é débito em Dividendos a Receber (ativo) e crédito em Receitas de Dividendos (resultado).
A questão testa a diferença entre o método de custo e o método de equivalência patrimonial (MEP). No MEP, a investidora reconhece a participação nos lucros e ajusta o investimento; no custo, a receita surge apenas com a distribuição de dividendos, e o investimento permanece pelo custo. Vejamos cada alternativa:
Alternativa A — ❌ Incorreta
Registra uma despesa (Despesas com Dividendos), mas a distribuição de dividendos não é despesa da investidora; é receita. Além disso, o crédito é em Dividendos a Pagar, que seria passivo da investida, não da investidora. A investidora tem um direito, não uma obrigação.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Débito Dividendos a Receber (ativo circulante) e crédito Receitas de Dividendos (conta de resultado), pelo valor de 20% × R$ 700.000 = R$ 140.000. Este é o lançamento correto no método de custo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Além de registrar Dividendos a Receber, debita Investimentos em R$ 400.000 e credita Ganho com Equivalência Patrimonial em R$ 540.000. Isso mistura os dois métodos: usa receita de equivalência (que só caberia se a participação fosse relevante e avaliada pelo MEP) e inclui um valor extra (R$ 540.000) que não corresponde a nada na situação descrita. A Jupter não tem lucro distribuído além dos dividendos propostos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora registre Dividendos a Receber, credita Investimentos em R$ 140.000. No método de custo, o recebimento de dividendos não reduz o valor do investimento, a menos que os dividendos excedam o lucro acumulado (o que não é o caso, pois o lucro foi de R$ 2.800.000, muito superior aos R$ 700.000 distribuídos). A redução no investimento seria cabível no MEP, mas aqui é método de custo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Semelhante à C: debita Dividendos Propostos a Receber, debita Investimento em R$ 300.000 e credita Ganho por Equivalência Patrimonial em R$ 440.000. Valores incorretos e uso indevido de equivalência patrimonial. O método de custo não permite esse tratamento.
PEGA ESSA DICA!
Lembre-se da distinção fundamental: no método de custo, o investimento é registrado pelo valor pago e só gera receita quando há distribuição de dividendos (lançando D – Dividendos a Receber / C – Receita de Dividendos). Já no método de equivalência patrimonial, a investidora reconhece sua participação no lucro da investida (D – Investimentos / C – Receita de Equivalência Patrimonial) e, quando os dividendos são declarados, reduz o investimento (D – Dividendos a Receber / C – Investimentos). Misturar os dois é o erro clássico da banca.