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Questão de Português — Classificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais) — FUNDATEC 2019

PortuguêsClassificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais)
Código
qq468110
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Quaraí - RS
Ano
2019
Nível
Médio
Cargo
Agente Administrativo

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito __ alimentação, __ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

As lacunas pontilhadas das linhas 11, 18 e 41 ficam, correta e respectivamente, preenchidas por:
  1. Acujas – veem – tem
  2. Bcujo – vêem – têm
  3. Ccuja – veem – tem
  4. Dcujas – veem – têm
  5. Ecuja – vêem – tem
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — cujas – veem – têm

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lacunas: pronome relativo e verbos "ver" e "ter" — Gabarito: letra D.

A alternativa D é a única que preenche corretamente as três lacunas: cujas – veem – têm. A primeira lacuna exige o pronome relativo cujas (concordando com "casas", feminino plural); a segunda exige a forma veem (3ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ver, sem acento após o Acordo Ortográfico de 1990); a terceira exige têm (3ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ter, com acento diferencial de plural). Vejamos cada lacuna no texto.

Lacuna 1 (linha 11): cujas

"pessoas em ......... casas não há livros"

O pronome relativo cujo (e flexões) indica posse e concorda com o substantivo que o segue — aqui, "casas" (feminino plural). Por isso, a forma correta é cujas. Além disso, o pronome relativo não pode ser seguido de artigo — jamais "cujas as casas". As alternativas que trazem cujo ou cuja (B, C, E) erram a concordância de gênero/número.

Lacuna 2 (linha 18): veem

"ou .......... a reprodução de uma certa pintura"

O sujeito é "elas" (as pessoas mencionadas no parágrafo), portanto o verbo ver deve estar na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo: veem. Com o Novo Acordo Ortográfico, a forma "vêem" (com acento) foi abolida — o hiato "ee" não é mais acentuado. As alternativas B e E trazem a grafia antiga vêem, incorreta.

Lacuna 3 (linha 41): têm

"todas elas ......... direito a vivenciar a cultura"

O sujeito é "todas elas" (plural), logo o verbo ter deve estar na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo: têm. O acento circunflexo diferencia o plural têm do singular tem. As alternativas A, C e E trazem tem (singular), o que quebraria a concordância com o sujeito plural.

Análise das alternativas

11ª: cujas
Pronome relativo cujo
Concorda com o termo seguinte ("casas")
Nunca seguido de artigo
22ª: veem
Verbo ver, 3ª p. plural
Sem acento (Acordo 1990)
33ª: têm
Verbo ter, 3ª p. plural
Acento diferencial de plural
Lacunas
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Lacunas: 1ª: cujas (Pronome relativo cujo, Concorda com o termo seguinte ("casas"), Nunca seguido de artigo); 2ª: veem (Verbo ver, 3ª p. plural, Sem acento (Acordo 1990)); 3ª: têm (Verbo ter, 3ª p. plural, Acento diferencial de plural)

Alternativa A — ❌ Incorreta

cujas – veem – tem: erra na terceira lacuna, pois tem (singular) não concorda com o sujeito plural "todas elas".

Alternativa B — ❌ Incorreta

cujo – vêem – têm: erra na primeira lacuna (cujo não concorda com "casas", feminino plural) e na segunda (vêem é grafia abolida).

Alternativa C — ❌ Incorreta

cuja – veem – tem: erra na primeira lacuna (cuja não concorda com "casas", plural) e na terceira (tem no singular).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

cujas – veem – têm: todas as formas estão corretas e concordam com seus referentes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

cuja – vêem – tem: erra na primeira (cuja singular), na segunda (vêem abolido) e na terceira (tem singular).

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura três tópicos: concordância do pronome relativo cujo, grafia do verbo ver no plural (sem acento) e acento diferencial de plural do verbo ter. A armadilha clássica é manter a grafia antiga vêem e o singular tem.

PEGA ESSA DICA!

Para o verbo ter, lembre: tem (singular) × têm (plural). Para o ver, no plural do presente: veem, creem, leem, deem — sem acento. E cujo concorda com o substantivo seguinte, nunca com o antecedente.

Gabarito: letra D.

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