Analise as assertivas a seguir a respeito da partícula ‘se’:I. Na linha 22, classifica-se como pronome reflexivo.II. Na linha 24, classifica-se como índice de indeterminação do sujeito.III. Na linha 32, classifica-se como uma conjunção.Quais estão corretas?
AApenas I.
BApenas II.
CApenas III.
DApenas I e III.
EApenas II e III.
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GabaritoD — Apenas I e III.
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Funções da partícula “se” no texto
Gabarito: letra D (Apenas I e III). A assertiva I está correta porque, na linha 22, o “se” é pronome reflexivo (a ação recai sobre o próprio sujeito); a assertiva III está correta porque, na linha 32, o “se” é conjunção (introduz uma oração subordinada); a assertiva II está incorreta porque, na linha 24, o “se” não é índice de indeterminação do sujeito, mas sim partícula apassivadora (ou pronome apassivador), pois acompanha verbo transitivo direto na voz passiva sintética. A banca testa exatamente a distinção entre essas funções, que depende da transitividade do verbo e do contexto.
Como resolver: o método
Para classificar o “se”, o primeiro passo é identificar o verbo e sua transitividade na frase. A regra prática:
VTI, VI ou VL (que não admitem objeto direto) + “se” → índice de indeterminação do sujeito.
Verbo pronominal (que só existe com o pronome) → parte integrante do verbo.
Verbo transitivo em que o sujeito pratica e sofre a ação → pronome reflexivo.
“se” antes de verbo no subjuntivo ou integrante → conjunção.
No texto, na linha 22, o “se” está ligado a um verbo que indica ação reflexiva (o sujeito pratica e recebe a ação). Na linha 24, o verbo é transitivo direto, e o “se” transforma o objeto direto em sujeito paciente — típico da voz passiva sintética. Na linha 32, o “se” inicia uma oração subordinada, funcionando como conjunção.
Partícula "se": Verbo VTD/VTDI (Partícula apassivadora); Verbo VTI/VI/VL (Índice de indeterminação do sujeito); Verbo pronominal (Parte integrante do verbo); Sujeito pratica e sofre (Pronome reflexivo); Inicia oração subordinada (Conjunção)
Item I — ✅ Correto
Na linha 22, o “se” é pronome reflexivo. Isso ocorre quando o sujeito pratica a ação e também a sofre, ou seja, a ação recai sobre o próprio sujeito. No texto, o trecho indica uma ação reflexiva (por exemplo, “a criança se feriu” — a criança fere a si mesma). O “se” exerce função de objeto direto ou indireto reflexivo. A assertiva está correta.
Item II — ❌ Incorreto
Na linha 24, o “se” não é índice de indeterminação do sujeito. O índice de indeterminação ocorre com verbos que não possuem objeto direto (VTI, VI, VL), como em “Precisa-se de funcionários”. Na linha 24, o verbo é transitivo direto, e o “se” funciona como partícula apassivadora, marcando a voz passiva sintética. Exemplo clássico: “Vendem-se casas” — o “se” é apassivador, e o verbo concorda com o sujeito paciente. Portanto, a assertiva está incorreta.
Item III — ✅ Correto
Na linha 32, o “se” é conjunção. Ele introduz uma oração subordinada, podendo ser conjunção integrante (quando inicia uma oração que funciona como termo da principal, ex.: “Não sei se ele virá”) ou condicional (quando expressa condição, ex.: “Se chover, não sairei”). No texto, o “se” liga duas orações, estabelecendo uma relação de subordinação. A assertiva está correta.
Conclusão
Como a banca pediu as assertivas corretas, o gabarito é a letra D — apenas I e III estão corretas. A pegadinha clássica é confundir partícula apassivadora com índice de indeterminação do sujeito; a diferença está na transitividade do verbo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a função do “se” na linha 24: em vez de partícula apassivadora, apresenta como índice de indeterminação. Para não cair, verifique se o verbo é transitivo direto (apassivador) ou não (indeterminação).
PEGA ESSA DICA!
Ao classificar o “se”, pergunte: “quem pratica a ação?” Se o sujeito pratica e sofre, é reflexivo; se o verbo é VTD e há voz passiva, é apassivador; se o verbo é VTI/VI/VL, é indeterminação; se inicia oração subordinada, é conjunção.