Questão de Português — Morfologia — FUNDATEC 2019
- Código
- qq470593
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IMESF
- Ano
- 2019
- Nível
- Médio

- ASurpresa.
- BDúvida.
- CDesapontamento.
- DApelo.
- EMedo.

GabaritoA — Surpresa.
Gabarito: letra A. A interjeição “Ah!”, que inicia o quinto parágrafo, exprime surpresa — e isso se prova pelo contexto imediato: o trecho em que ela aparece descreve uma descoberta (“Hoje eu sei o caminho que procuro”) e uma revelação sobre a natureza das pessoas, o que gera um tom de admiração/espanto diante do que se acaba de compreender. A banca cobra exatamente o valor semântico contextual da interjeição, não o sentido isolado do dicionário.
A questão é de interpretação de texto aplicada à morfologia: a interjeição é uma palavra-frase que, sozinha, exprime emoção, mas seu valor exato depende do contexto em que aparece. No quinto parágrafo, o autor afirma: “Hoje eu sei o caminho que procuro.” — e em seguida descreve o caminho idealizado. O “Ah!” surge como uma exclamação de quem acaba de perceber algo importante, ou seja, surpresa/admiração diante da clareza recém-adquirida.
“Hoje eu sei o caminho que procuro.”
Essa passagem mostra que o “Ah!” não é de dúvida, nem de desapontamento, nem de apelo, nem de medo — é a reação de espanto de quem finalmente entendeu o que procura. A interjeição, aqui, funciona como marca de subjetividade e ênfase emocional.
A interjeição “Ah!” exprime surpresa porque o contexto é de descoberta e admiração. O autor acaba de afirmar que “Hoje eu sei o caminho que procuro” — e o “Ah!” é a reação de espanto de quem finalmente entendeu o que procura. A interjeição, aqui, funciona como marca de subjetividade e ênfase emocional.
Dúvida não se sustenta: o texto não traz nenhuma hesitação ou pergunta. O autor está certo do que quer (“Hoje eu sei o caminho que procuro”), e o “Ah!” reforça essa certeza, não a questiona. A dúvida seria marcada por interjeições como “hum?”, “hein?”, “hã?” — não por “Ah!”.
Desapontamento é o oposto do tom do parágrafo. O autor descreve o caminho idealizado com entusiasmo (“vou tirar meus calçados”, “maciez delicada”, “colchão amaciado de boas expectativas”), o que indica alegria e expectativa positiva, não frustração. O desapontamento seria marcado por “puxa!”, “aff!” — não por “Ah!”.
Apelo é um chamamento, uma invocação — típico de interjeições como “alô!”, “olá!”, “ó!”. No texto, o “Ah!” não está dirigido a ninguém; é uma exclamação interior de quem reflete sobre si mesmo. Não há pedido, súplica ou chamado.
Medo não aparece no contexto. O autor fala de escolhas conscientes e de um futuro desejado (“escolhas melhores”, “possibilidade real de viver tudo aquilo que a minha vontade alcançar”). O medo seria marcado por “credo!”, “cruzes!”, “ui!” — não por “Ah!”.
A única alternativa que o texto sustenta é a letra A: o “Ah!” exprime surpresa — a reação de quem descobre o caminho que procura. As demais (dúvida, desapontamento, apelo, medo) são extrapolações que não encontram apoio no parágrafo.
A banca explora a polissemia da interjeição “Ah!”, que pode exprimir várias emoções (alegria, admiração, saudade, surpresa). A armadilha é escolher um sentido genérico sem verificar o contexto — aqui, o tom de descoberta exige “surpresa”.
Ao resolver questões de interjeição, sempre leia o parágrafo inteiro e identifique a emoção dominante. A interjeição é uma “palavra-frase” que depende do contexto para ter sentido — nunca decore listas isoladas.
Gabarito: letra A.
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