Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2019
- Código
- qq472059
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Seberi - RS
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior

- ASimples.
- BComposto.
- COculto.
- DIndeterminado.
- EInexistente.

GabaritoD — Indeterminado.
Gabarito: letra D. O sujeito é classificado como indeterminado conforme a banca. Essa classiação foge da análise mais comum, mas deve ser aceita diante do gabarito oficial, sobretudo por não termos o texto completo.
A frase apresenta um sujeito oracional: a oração reduzida de infinitivo “levar para a nossa vida prática” funciona como sujeito do verbo “É”. Normalmente, esse sujeito é simples (um único núcleo – o verbo “levar”). Contudo, a FUNDATEC optou por considerá-lo indeterminado, provavelmente por entender que o infinitivo não traz um agente explícito, assemelhando-se a construções como “É proibido fumar” – em que “fumar” é sujeito, mas alguns gramáticos o tratam como indeterminado quando o agente é genérico.
A banca inverteu a expectativa: o candidato treinado identifica rapidamente o sujeito oracional e o classifica como simples, mas o gabarito pede indeterminado. Isso mostra que, em provas, é fundamental conhecer a posição da banca – e, na dúvida, recorrer ao contexto do texto-base (que aqui não foi fornecido).
Simples – O sujeito “levar para a nossa vida prática” tem um único núcleo (o verbo “levar”), o que, isoladamente, indicaria sujeito simples. No entanto, a banca desconsiderou essa análise, optando pela indeterminação.
Composto – Não há dois ou mais núcleos no sujeito. O verbo “levar” é o único núcleo; portanto, não se trata de sujeito composto.
Oculto (ou desinencial) – O sujeito oculto é aquele que pode ser identificado pela desinência verbal, mas não está explícito. Na frase, o sujeito está explícito na oração reduzida; não há omissão de termo que possa ser recuperado pela desinência de “É” (3ª pessoa do singular).
Indeterminado – A banca considerou que o sujeito não pode ser identificado, ou seja, não há um termo na oração que indique quem pratica a ação de “levar”. Isso ocorre mesmo com a oração reduzida de infinitivo, que é tratada como sujeito indeterminado quando expressa uma ação genérica, sem referência a um agente específico.
Inexistente – Oração sem sujeito ocorre com verbos impessoais (fenômenos da natureza, “haver” no sentido de existir, “fazer” indicando tempo, etc.). “É legal levar” possui sujeito (a oração reduzida), portanto não é caso de sujeito inexistente.
Em questões de sintaxe, desconfie de classificações que pareçam óbvias. A banca pode adotar um entendimento específico, e o texto-base é crucial para decidir. Sem ele, vale o gabarito oficial.
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
Gabarito: letra D.
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