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Questão de Medicina Legal — Asfixiologia Forense — IADES 2019

Medicina LegalAsfixiologia Forense
Código
qq485332
Banca
IADES
Órgão
PC-DF
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Verificação de Aprendizagem - 2ª Prova
A respeito do estrangulamento, assinale a alternativa correta.
  1. ANos casos em que o instrumento ainda estiver envolvido no pescoço da vítima, os peritos criminais não deverão retirá-lo.
  2. BÉ o tipo de ocorrência mais comum nos casos de suicídio.
  3. COs peritos criminais deverão verificar a existência de outras características clássicas da asfixia, como as petéquias, também chamadas de manchas de Bonnet.
  4. DOs peritos criminais deverão analisar o sulco presente no pescoço da vítima e caracterizá-lo, quanto ao sentido de produção, em oblíquo ou retilíneo.
  5. ENo suicídio, ocorre pelo uso de torniquetes.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — No suicídio, ocorre pelo uso de torniquetes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estrangulamento – Asfixiologia Forense

Gabarito: letra E. O estrangulamento é definido como a constrição do pescoço por um laço acionado por força estranha ao peso do corpo, sendo tipicamente homicida. Contudo, admite-se a possibilidade de suicídio por meio de torniquetes, um mecanismo de torção que aperta o laço. Essa exceção é o que torna a alternativa E correta. As demais alternativas apresentam erros conceituais, conforme detalhado a seguir.

O contexto fornecido (C2) descreve que no estrangulamento o sulco é contínuo, horizontal, de profundidade uniforme e situado em posição baixa no pescoço, e que a causa jurídica geralmente é homicídio, raramente acidental. Quanto ao suicídio, não há menção expressa, mas a doutrina reconhece a possibilidade do estrangulamento suicida com torniquetes.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os peritos não devem retirar o instrumento do pescoço. Não há regra absoluta nesse sentido; na prática, o instrumento pode ser removido após documentação, e a retirada pode ser necessária para exames. Ademais, o contexto não apoia essa proibição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o estrangulamento é o tipo mais comum de suicídio. Na realidade, o enforcamento é a forma mais frequente de suicídio por constrição cervical. O estrangulamento é predominantemente homicida, conforme o texto (C2): "a causa jurídica geralmente é homicídio".

Alternativa C — ❌ Incorreta

Menciona "petéquias, também chamadas de manchas de Bonnet". As petéquias em asfixias são conhecidas como manchas de Tardieu (pequenas hemorragias). As manchas de Bonnet estão relacionadas a outros fenômenos (p. ex., congestão passiva no afogamento). Portanto, há erro na nomenclatura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Orienta caracterizar o sulco como oblíquo ou retilíneo. No estrangulamento, o sulco é sempre horizontal (retilíneo), nunca oblíquo. O sulco oblíquo é típico do enforcamento. Assim, a classificação proposta é inadequada para o estrangulamento.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

No suicídio, o estrangulamento pode ocorrer pelo uso de torniquetes (mecanismo de torção). Embora raro, essa possibilidade é aceita pela doutrina médico-legal. A alternativa está correta ao afirmar essa exceção.

PEGA ESSA DICA!

Na hora da prova, lembre-se que o estrangulamento é majoritariamente homicida, mas a literatura admite suicídio com torniquetes. O sulco horizontal contínuo e a ausência de nó são marcas registradas do estrangulamento, diferenciando-o do enforcamento (sulco oblíquo descontínuo).

Gabarito: letra E.

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