Em relação ao período composto, assinale a alternativa na qual a classificação está correta:
A“A propaganda enganosa é uma das práticas abusivas que mais frustram o consumidor brasileiro,...”.Exemplo de oração subordinada substantiva.
B“...ninguém gosta de ser enganado, ainda mais quando mexe no bolso.”Exemplo de oração subordinada concessiva
C“Visando minimizar esse tipo de prática, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), prevê diversos artigos que restringem tentativas de ludibriar o cliente.”Exemplo de oração adjetiva restritiva.
D“Apesar dos esforços da legislação, a propaganda enganosa vem se modernizando nos últimos anos, os novos métodos adotados visam burlar a lei e ao mesmo tempo apresentar uma construção de propaganda menos ofensiva, trabalhando nas entrelinhas do conteúdo midiático.”Exemplo de oração coordenada adversativa.
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GabaritoC — “Visando minimizar esse tipo de prática, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), prevê diversos artigos que restringem tentativas de ludibriar o cliente.”
Exemplo de oração adjetiva restritiva.
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Análise de Classificação de Orações
Gabarito: letra C. A única alternativa que classifica corretamente a oração é a C. Na frase destacada, a oração "que restringem tentativas de ludibriar o cliente" é introduzida pelo pronome relativo "que" e modifica o substantivo "artigos", restringindo seu sentido — trata-se, portanto, de uma oração subordinada adjetiva restritiva. As demais alternativas cometem erros de classificação, conforme demonstrado a seguir.
Classificação de orações
1Subordinadas
Substantivas (função de substantivo)
Adjetivas (função de adjunto adnominal)
Restritivas (delimitam, sem vírgula)
Explicativas (explicam, com vírgula)
Adverbiais (circunstância)
Temporal (quando, enquanto)
Concessiva (embora, ainda que)
Causal (porque, já que)
Condicional (se, caso)
2Coordenadas
Adversativa (mas, porém)
Aditiva (e, nem)
Alternativa (ou, ora...ora)
Conclusiva (logo, portanto)
Explicativa (pois, porque)
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Alternativa A — ❌
Trecho: “A propaganda enganosa é uma das práticas abusivas que mais frustram o consumidor brasileiro,...” A oração "que mais frustram o consumidor brasileiro" é iniciada pelo pronome relativo "que" e refere-se a "práticas abusivas", funcionando como adjunto adnominal — é uma oração subordinada adjetiva, não substantiva. A classificação como substantiva é equivocada, pois não exerce função de sujeito, objeto, complemento nominal, etc.
Alternativa B — ❌
Trecho: “...ninguém gosta de ser enganado, ainda mais quando mexe no bolso.” A oração "quando mexe no bolso" expressa circunstância de tempo, não de concessão. O conectivo "quando" é temporal. A concessão seria marcada por conectivos como "embora", "ainda que", "apesar de que". Logo, a classificação como oração subordinada concessiva está incorreta.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Trecho: “Visando minimizar esse tipo de prática, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), prevê diversos artigos que restringem tentativas de ludibriar o cliente.” A oração destacada — "que restringem tentativas de ludibriar o cliente" — é introduzida pelo pronome relativo "que" e delimita quais artigos são mencionados, sem pausa ou vírgula antes do "que". Trata-se de uma oração subordinada adjetiva restritiva, perfeitamente classificada na alternativa.
Alternativa D — ❌
Trecho: “Apesar dos esforços da legislação, a propaganda enganosa vem se modernizando nos últimos anos, os novos métodos adotados visam burlar a lei e ao mesmo tempo apresentar uma construção de propaganda menos ofensiva, trabalhando nas entrelinhas do conteúdo midiático.” A expressão "Apesar dos esforços da legislação" é uma locução concessiva, e não uma oração. No período, não há conjunção adversativa (mas, porém, contudo, etc.) ligando orações. A classificação como oração coordenada adversativa é incorreta; o trecho não apresenta essa estrutura.
Conclusão: Apenas a alternativa C apresenta a classificação correta, em conformidade com a análise sintática do período composto.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.