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Questão de Medicina Legal — Sexologia Forense — INSTITUTO AOCP 2019

Medicina LegalSexologia Forense
Código
qq515131
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-ES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista
Após um exame ginecológico, o médico-legista respondeu NÃO ao quesito relacionado à existência de conjunção carnal em uma pericianda. Dentre as seguintes variáveis, qual é a que melhor se encaixa com a resposta presente no laudo?
  1. AAusência de rotura himenal.
  2. BPresença de hímen complacente com gravidez.
  3. CPresença de fosfatase ácida na vagina.
  4. DPresença de hímen complacente sem gravidez.
  5. EPresença de contaminação venérea.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Ausência de rotura himenal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sexologia Forense – Diagnóstico de Conjunção Carnal

Gabarito: letra A. A ausência de rotura himenal (hímen íntegro) é o sinal negativo mais direto para negar a conjunção carnal, especialmente quando não há outros vestígios. A presença de hímen complacente, fosfatase ácida, contaminação venérea ou gravidez são evidências positivas ou equívocas que não justificam uma resposta negativa.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ausência de rotura himenal indica que o hímen está íntegro, sem lesões traumáticas compatíveis com a penetração vaginal. Embora a integridade himenal não exclua absolutamente a conjunção carnal em casos de hímen complacente, a resposta negativa do perito se baseia justamente na falta de sinais objetivos de ruptura, sendo o cenário mais comum para um laudo negativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A presença de hímen complacente associada à gravidez constitui forte indício de que houve conjunção carnal (gravidez é resultado do coito), contrariando a resposta negativa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A fosfatase ácida em alta concentração na vagina é marcador de presença de esperma, indicando conjunção carnal ou prática libidinosa. Sua presença levaria a uma resposta positiva ou, no mínimo, a “sem elementos”, mas não a um “não” categórico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O hímen complacente sem outros vestígios é uma situação de incerteza. A literatura (C1) orienta que, nesse caso, o perito não deve afirmar nem negar a conjunção carnal, respondendo que “não é possível afirmar ou negar”. Portanto, uma resposta simples “não” não se encaixa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A contaminação venérea é sinal indireto de contato sexual, mas não é suficiente para confirmar ou negar a conjunção carnal. Sua presença poderia sugerir prática sexual, mas não justifica um “não” como resposta ao quesito. Geralmente, a doença venérea é considerada indício, não prova.

Conclusão: A única alternativa que representa um fundamento negativo claro e direto para negar a conjunção carnal é a ausência de rotura himenal.

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