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Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — INSTITUTO AOCP 2019

Medicina LegalAntropologia Forense
Código
qq515136
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-ES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista
Um corpo de um subadulto de 8 anos foi encontrado na beira de um rio, totalmente esqueletizado e sem pertences. Com base em metodologia científica, qual método deveria ser utilizado para estimar o sexo dos remanescentes ósseos?
  1. AMétodo antroposcópico da pelve.
  2. BMétodo antroposcópico do crânio.
  3. CMétodo antropométrico da cabeça do fêmur.
  4. DExame genético.
  5. EMétodo antropométrico do crânio.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Exame genético.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estimativa de sexo em subadultos na Antropologia Forense

Gabarito: letra D. Em subadultos (como uma criança de 8 anos), o dimorfismo sexual ósseo ainda não está consolidado, o que inviabiliza métodos morfológicos (antroposcópicos ou antropométricos) baseados em pelve, crânio ou fêmur. O exame genético (análise de DNA) é o método mais confiável, pois identifica diretamente os cromossomos sexuais (XX ou XY) independentemente da idade do esqueleto.

A questão testa o conhecimento de que a aplicação de métodos de estimativa de sexo depende da faixa etária do indivíduo. Em adultos, os métodos morfológicos são eficazes; em crianças, a genética forense é o padrão-ouro.

  1. 1Subadulto (8 anos)Dimorfismo ósseo ausente
  2. 2Métodos morfológicos inviáveisPelve, crânio, fêmur
  3. 3Exame genético (DNA)Cromossomos XX/XY
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O método antroposcópico da pelve (observação de características como ângulo subpúbico, arco ventral) só apresenta dimorfismo sexual confiável após a puberdade. Na criança de 8 anos, a pelve ainda não desenvolveu as diferenças morfológicas típicas entre masculino e feminino, tornando o método impreciso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O crânio de subadultos também não exibe dimorfismo sexual significativo. Características como glabela, processo mastoide e protuberância occipital só se diferenciam claramente após a maturação esquelética. Portanto, o método antroposcópico do crânio não é adequado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O diâmetro da cabeça do fêmur é um parâmetro antropométrico com algum dimorfismo em adultos, mas em crianças de 8 anos as diferenças são mínimas e não permitem estimativa confiável. Além disso, o método exige tabelas de referência específicas para adultos.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O exame genético (análise de DNA, geralmente a partir de ossos longos ou dentes) é o método mais preciso para estimar o sexo em subadultos. A presença do cromossomo Y (masculino) ou sua ausência (feminino) é inequívoca, independentemente do desenvolvimento ósseo. A genética forense é citada no contexto como um dos métodos com maior peso discriminatório para identificação humana.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Semelhante à alternativa B, o método antropométrico do crânio (medidas cranianas) depende de padrões adultos e não é confiável para crianças de 8 anos. O dimorfismo craniano métrico é insuficiente nessa faixa etária.


PEGA ESSA DICA!

Lembre-se: em subadultos (< 15 anos), a determinação do sexo por ossos é imprecisa. A genética forense deve ser priorizada. Em adultos, os métodos morfológicos (pelve e crânio) são válidos, mas a pelve é mais precisa que o crânio.

Gabarito: letra D.

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