Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — INSTITUTO AOCP 2019
Medicina Legal›Tanatologia Forense
Código
qq515160
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-ES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista
Técnicas cronotanatognósticas compreendem a observação de modificações e fenômenos que se instalam progressivamente no cadáver que possibilitam estimar um lapso temporal desde o momento da morte. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta.
AO crescimento do pelo da barba possibilita estimar o intervalo desde a morte.
BQuanto maior o tempo decorrido da morte, mais precisa é a estimativa temporal.
CAlgor mortis e rigor mortis não são úteis para estimar o intervalo desde a morte.
DAs manchas de hipóstase podem ser utilizadas para estimar o intervalo desde a morte, especialmente por não se fixarem no cadáver.
ENão é possível aplicar técnicas cronotanatognósticas em corpos esqueletizados.
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GabaritoA — O crescimento do pelo da barba possibilita estimar o intervalo desde a morte.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Cronotanatognose – Estimativa do Intervalo Post-Mortem
Gabarito: letra A. O crescimento do pelo da barba é um dos sinais utilizados na cronotanatognose para estimar o tempo decorrido desde a morte, embora com baixa precisão. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre os fenômenos cadavéricos.
A cronotanatognose estuda as alterações progressivas no cadáver para estimar o momento da morte. Fenômenos como algor mortis (resfriamento), rigor mortis (rigidez cadavérica), livor mortis (manchas de hipóstase) e até o crescimento de pelos e unhas (por retração tecidual) são utilizados, cada um com sua janela de utilidade e limitações.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O crescimento aparente dos pelos da barba após a morte ocorre devido à retração da pele e desidratação, e é um sinal classicamente citado para estimar o intervalo post-mortem, especialmente nas primeiras horas. Embora impreciso, é um dos parâmetros reconhecidos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A precisão da estimativa temporal diminui com o aumento do tempo decorrido. Quanto mais tempo passa, mais variáveis interferem (temperatura ambiente, umidade, ação de insetos, etc.), tornando a estimativa menos confiável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Tanto o algor mortis (esfriamento) quanto o rigor mortis (rigidez) são fundamentais para estimar o intervalo desde a morte. O resfriamento segue uma curva previsível (ex.: 1,5°C por hora, com variações), e a rigidez se instala e desaparece em tempos conhecidos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
As manchas de hipóstase (livor mortis) são úteis, mas fixam-se no cadáver após algumas horas (geralmente entre 8–12 horas). Inicialmente, desaparecem à pressão (não fixas), mas depois tornam-se fixas. A alternativa erra ao afirmar que não se fixam.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Técnicas cronotanatognósticas também se aplicam a corpos esqueletizados, como análise histológica óssea, datação por radiocarbono, estudo de fauna cadavérica (entomologia) e alterações do solo (tanatoquímica). Apesar das limitações, é possível estimar o tempo, às vezes em meses ou anos.
NÃO CAIA NESSA!
Memorize a utilidade e as limitações de cada fenômeno cadavérico: algor (útil nas primeiras 12–24h), rigor (instala-se entre 2–6h, desaparece após 24–36h), livor (fixa-se em ~8–12h). A banca costuma inverter características, como dizer que as manchas não se fixam ou que o resfriamento não serve para estimar.