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Questão de Medicina Legal — Agentes Vulnerantes Físicos Mecânicos — INSTITUTO AOCP 2019

Medicina LegalAgentes Vulnerantes Físicos Mecânicos
Código
qq515162
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-ES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista
A legislação brasileira define tortura como “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental”. O Protocolo de Istambul, produzido pela ONU, recomenda a investigação e documentação eficazes da tortura. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
  1. AEspancamento dos pés não se constitui em uma forma de tortura.
  2. BQuando não há sinal físico no corpo, a tortura não aconteceu.
  3. CDeve-se descrever detalhadamente todas as lesões, independente de seu vulto, quanto à/às forma, idade, dimensões, localização e particularidades.
  4. DO exame clínico, no caso de tortura mental, está prejudicado.
  5. ENão é possível distinguir a antiguidade de fraturas ósseas por exames de imagem.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Deve-se descrever detalhadamente todas as lesões, independente de seu vulto, quanto à/às forma, idade, dimensões, localização e particularidades.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tortura e o Protocolo de Istambul

Gabarito: letra C. O Protocolo de Istambul, diretriz da ONU para investigação de tortura, determina que toda lesão, independentemente de sua gravidade ou extensão, seja minuciosamente descrita quanto a forma, idade, dimensões, localização e particularidades. Isso garante a documentação completa de evidências, mesmo que aparentemente irrelevantes.

A questão exige conhecimento sobre as boas práticas na perícia de tortura, em especial a necessidade de registro detalhado de qualquer vestígio. Cada alternativa será analisada.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O espancamento dos pés (falanga) é uma forma clássica e reconhecida de tortura, causando dor intensa e lesões características. Negar isso contraria a literatura médico-legal e os tratados internacionais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ausência de sinais físicos não exclui a ocorrência de tortura, que pode ser predominantemente psicológica (ameaças, humilhações, privação sensorial). O Protocolo de Istambul enfatiza a investigação de sintomas mentais e comportamentais.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente o que o Protocolo de Istambul e a boa prática pericial recomendam: descrever todas as lesões, independentemente do tamanho, com detalhes de forma, idade (tempo de evolução), dimensões, localização anatômica e particularidades (características especiais). Isso permite a correlação com o relato da vítima e a identificação de padrões de tortura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O exame clínico em caso de tortura mental não está prejudicado; pelo contrário, é essencial. O perito deve avaliar o estado emocional, relatar queixas psicológicas e, se possível, solicitar avaliação psiquiátrica. A tortura mental deixa marcas subjetivas que devem ser documentadas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Exames de imagem (radiografias, tomografias) permitem sim estimar a antiguidade de fraturas ósseas com base em sinais como formação de calo ósseo, reabsorção de bordas e remodelação. Esse conhecimento é usado na traumatologia forense para datar lesões.

PEGA ESSA DICA!

Na prova de Medicina Legal, lembre-se: o Protocolo de Istambul é a referência para perícia em tortura. Seu princípio central é a documentação exaustiva — nenhum achado é desprezível. Questões assim testam se você sabe que a ausência de marcas físicas não significa ausência de tortura, e que o exame clínico inclui aspectos psíquicos.

Gabarito: letra C

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