Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — INSTITUTO AOCP 2019
Biologia›Hereditariedade e diversidade da vida
Código
qq515371
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-ES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área 5
A Eritroblastose Fetal é uma doença hemolítica que decorre de uma incompatibilidade do grupo RH entre a mãe e seu bebê. O contato do sangue da mãe com o sangue do bebê induzirá a produção de anticorpos Anti-RH na mãe. Assim sendo, qual dos seguintes fenótipos é o responsável pelo aparecimento dessa doença no feto em uma posterior gestação?
AMãe RH+, pai RH+ e filho RH+
BMãe RH-, pai RH+ e filho RH
CMãe RH+, pai RH-e filho RH+
DMãe RH-, pai RH+ e filho RH+
EMãe RH+, pai RH+ e filho RH-
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GabaritoD — Mãe RH-, pai RH+ e filho RH+
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Eritroblastose fetal: incompatibilidade Rh
Gabarito: letra D. A eritroblastose fetal ocorre quando uma mãe Rh– (sem o antígeno D) é sensibilizada por hemácias Rh+ do feto, produzindo anticorpos anti-Rh que, em uma segunda gestação de feto Rh+, atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais. A alternativa D é a única que combina mãe Rh–, pai Rh+ e filho Rh+, exatamente o cenário de risco.
A eritroblastose fetal, também chamada de doença hemolítica do recém-nascido (DHRN), é uma doença genética que envolve o sistema Rh, um dos sistemas de grupos sanguíneos humanos. O fator Rh é uma proteína (antígeno D) presente na superfície das hemácias; indivíduos que possuem essa proteína são Rh+, e os que não possuem são Rh–. A herança do fator Rh é autossômica dominante: o alelo R (Rh+) é dominante sobre o alelo r (Rh–). Assim, uma pessoa Rh+ pode ter genótipo RR ou Rr, enquanto uma pessoa Rh– tem genótipo rr.
O problema surge quando uma mulher Rh– carrega um feto Rh+. Durante o parto, ou em algum momento da gestação, hemácias fetais Rh+ podem passar para a circulação materna. O sistema imunológico da mãe reconhece o antígeno D como estranho e produz anticorpos anti-Rh (IgG). Na primeira gestação, essa produção de anticorpos geralmente é tardia e insuficiente para afetar o feto. Porém, a mãe fica sensibilizada (memória imunológica). Em uma segunda gestação com outro feto Rh+, os anticorpos anti-Rh já presentes no sangue materno atravessam a placenta e atacam as hemácias fetais, causando hemólise — a destruição dos glóbulos vermelhos —, o que caracteriza a eritroblastose fetal. O nome vem do fato de o feto produzir muitos eritroblastos (hemácias imaturas) na tentativa de compensar a destruição.
A pegadinha clássica desta questão é confundir o fenótipo do pai com o do filho. O que importa para a doença é o fenótipo do feto (se é Rh+ ou Rh–) e o fenótipo da mãe (se é Rh– ou Rh+). O pai Rh+ é necessário para que o filho possa ser Rh+ (já que o pai Rh– só pode passar o alelo r), mas o pai em si não é o alvo dos anticorpos. A alternativa correta precisa ter mãe Rh– e filho Rh+; o pai pode ser Rh+ ou Rh–, desde que o filho seja Rh+.
Mãe Rh–
Mãe Rh+
Filho Rh–
Risco (se sensibilizada)
Sem risco
Filho Rh+
Sem risco
Sem risco
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A mãe é Rh+, portanto não produz anticorpos anti-Rh. Indivíduos Rh+ possuem o antígeno D e não o reconhecem como estranho, logo não há sensibilização nem risco de eritroblastose fetal. O filho Rh+ também não é um problema, pois a mãe Rh+ não tem anticorpos anti-Rh para atacar as hemácias dele.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa está incompleta: diz "filho RH" sem especificar se é Rh+ ou Rh–. Para haver eritroblastose, o filho precisa ser Rh+. Se o filho for Rh–, ele não possui o antígeno D e, portanto, não desencadeia a produção de anticorpos na mãe Rh–. A ausência do sinal + ou – torna a alternativa incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A mãe é Rh+, o que já elimina o risco. Mães Rh+ não produzem anticorpos anti-Rh, independentemente do fenótipo do pai ou do filho. O pai Rh– e o filho Rh+ são irrelevantes nesse contexto, pois o problema está na mãe Rh–.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a combinação clássica de risco: mãe Rh– (sem antígeno D), pai Rh+ (pode transmitir o alelo R) e filho Rh+ (possui o antígeno D). Na primeira gestação, a mãe Rh– pode ser sensibilizada pelas hemácias Rh+ do feto, produzindo anticorpos anti-Rh. Na segunda gestação com outro feto Rh+, esses anticorpos atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais, causando a eritroblastose fetal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A mãe é Rh+ e o filho é Rh–. A mãe Rh+ não produz anticorpos anti-Rh, e o filho Rh– não possui o antígeno D, portanto não há incompatibilidade. O pai Rh+ é irrelevante, pois o filho Rh– não herdou o alelo R.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato ao incluir o pai Rh+ como fator determinante. O pai Rh+ é necessário para que o filho possa ser Rh+, mas o que realmente importa é o fenótipo do filho (Rh+) e o da mãe (Rh–). O pai Rh– também pode ter filho Rh+ se a mãe for Rh+ (genótipo RR ou Rr), mas isso não gera doença. Fique atento: a eritroblastose só ocorre com mãe Rh– e filho Rh+.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de eritroblastose fetal, monte uma tabela mental com as combinações possíveis:
Mãe
Pai
Filho
Eritroblastose?
Rh–
Rh+
Rh+
Sim (se sensibilizada)
Rh–
Rh+
Rh–
Não
Rh–
Rh–
Rh–
Não
Rh+
qualquer
qualquer
Não
Decore apenas a condição de risco: mãe Rh– + filho Rh+. O pai só importa para determinar se o filho pode ser Rh+.