Questão de Biologia — Ciclo Celular — INSTITUTO AOCP 2019
Biologia›Ciclo Celular
Código
qq515374
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-ES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área 5
Em um estudo cromossômico em que se utiliza a citogenética convencional, é necessário que as células que serão estudadas sofram uma paralização em sua divisão celular em uma fase específica. Qual fase do ciclo celular é mais indicada para a análise microscópica dos cromossomos celulares?
AMetáfase mitótica (fase em que os cromossomos se encontram em seu nível máximo de espiralação).
BPrófase meiótica I (fase em que os cromossomos homólogos estão emparelhados, permitindo que ocorra troca de segmentos entre os cromossomos).
CMetáfase meiótica I (fase em que os cromossomos homólogos estão formados por duas cromátides unidas).
DMetáfase meiótica II (fase em que os cromossomos estão com número reduzido e com seus pares de homólogos).
EAnáfase mitótica (fase em que ocorre a separação das cromátides irmãs).
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GabaritoA — Metáfase mitótica (fase em que os cromossomos se encontram em seu nível máximo de espiralação).
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Citogenética convencional: a fase ideal para análise cromossômica
Gabarito: letra A. Na citogenética convencional, a fase mais indicada para a análise microscópica dos cromossomos é a metáfase da mitose, pois é nela que os cromossomos atingem o máximo grau de condensação (espiralização), tornando-se individualizados e visíveis ao microscópio óptico — condição essencial para a montagem do cariótipo. As demais alternativas descrevem fases da meiose ou eventos de outras etapas que não oferecem a mesma qualidade de visualização.
A citogenética convencional estuda os cromossomos para identificar alterações numéricas e estruturais. Para isso, é preciso "congelar" a divisão celular em um momento em que os cromossomos estejam curtos, grossos e bem separados. Isso ocorre na metáfase mitótica, quando os cromossomos duplicados (cada um com duas cromátides irmãs) estão alinhados na placa equatorial, presos ao fuso. Nessa fase, a condensação é máxima — é o que permite visualizar cada cromossomo individualmente e contar o número correto (ex.: 46 em humanos).
Na prática laboratorial, utilizam-se substâncias como a colchicina (ou colcemida) para bloquear a divisão na metáfase, impedindo a formação do fuso e, consequentemente, a separação das cromátides. Assim, as células ficam "paradas" na metáfase, e os cromossomos podem ser analisados. Esse é o princípio por trás da técnica de cariótipo.
A pegadinha da questão está em confundir a metáfase mitótica com as metáfases da meiose. Embora a meiose também tenha fases de metáfase (I e II), a citogenética convencional prioriza a mitose porque:
Na metáfase mitótica, todos os cromossomos estão igualmente condensados e alinhados individualmente na placa equatorial.
Na metáfase I da meiose, os cromossomos homólogos estão emparelhados (formando bivalentes), o que dificulta a visualização individual.
Na metáfase II, os cromossomos estão em número haploide, mas a condensação é semelhante à mitótica; porém, a obtenção de células em meiose é mais trabalhosa e menos utilizada na rotina.
1Prófase: condensação inicial
2Metáfase: máxima condensação
3Anáfase: separação das cromátides
4Telófase: descondensação
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A metáfase mitótica é a fase em que os cromossomos estão no nível máximo de espiralação (condensação), alinhados na placa equatorial. É exatamente por isso que é a fase ideal para a análise citogenética: cada cromossomo aparece como uma estrutura individualizada, com morfologia definida (metacêntrico, submetacêntrico, acrocêntrico, telocêntrico), permitindo a contagem e a identificação de alterações estruturais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A prófase I da meiose é a fase em que ocorre o emparelhamento dos cromossomos homólogos (sinapse) e o crossing-over (troca de segmentos entre cromátides homólogas). Embora os cromossomos estejam condensados, eles não estão no máximo de espiralação — a condensação ainda está em progresso. Além disso, na prófase I os cromossomos estão formando os bivalentes (tétrades), o que dificulta a análise individual. Portanto, não é a fase mais indicada para a citogenética convencional.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A metáfase I da meiose apresenta os cromossomos homólogos emparelhados, formando bivalentes, cada um com quatro cromátides. A descrição "cromossomos homólogos estão formados por duas cromátides unidas" é imprecisa: na verdade, cada cromossomo homólogo é formado por duas cromátides irmãs, e o par de homólogos (bivalente) tem quatro cromátides. Além disso, a metáfase I não é a fase de escolha na citogenética convencional, pois a análise individual dos cromossomos fica prejudicada pelo emparelhamento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A metáfase II da meiose é uma fase em que os cromossomos estão em número haploide (n), cada um com duas cromátides irmãs. A descrição "cromossomos estão com número reduzido e com seus pares de homólogos" é contraditória: na metáfase II não há pares de homólogos, pois eles já foram separados na anáfase I. Além disso, a metáfase II não é a fase preferencial para a análise citogenética de rotina, que utiliza a mitose.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A anáfase mitótica é a fase em que ocorre a separação das cromátides irmãs, que migram para os polos opostos da célula. Nesse momento, os cromossomos estão em movimento e perdendo a condensação máxima (começam a se descondensar na telófase). A análise citogenética exige cromossomos parados e bem condensados, o que não ocorre na anáfase. Portanto, não é a fase indicada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as fases da mitose e da meiose. O candidato pode achar que a meiose I, por ter crossing-over, seria útil para estudos cromossômicos — mas a citogenética convencional precisa de cromossomos individualizados e maximamente condensados, o que só a metáfase mitótica oferece. Lembre-se: a colchicina para o cariótipo age justamente bloqueando a mitose na metáfase.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de citogenética, decore o porquê de cada fase: metáfase = máxima condensação e alinhamento; anáfase = separação; prófase = condensação inicial; telófase = descondensação. Na meiose, a metáfase I tem bivalentes (pares de homólogos), e a metáfase II tem cromossomos haploides sem pares. Se a pergunta for sobre análise de cariótipo, a resposta quase sempre será metáfase da mitose.