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Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — INSTITUTO AOCP 2019

BiologiaHereditariedade e diversidade da vida
Código
qq515385
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
PC-ES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área 5
Com a criação da Rede Brasileira de Banco de Perfis Genéticos na década de 2010 e a aprovação da Lei nº 12.654, em 2012, foi possível inserir perfis genéticos de vestígios e condenados em um banco nacional de perfis genéticos e confrontar esses perfis utilizando o software CODIS. Recentemente, o Governo Federal, através do ministério da justiça, tem enfatizado a necessidade de ampliação do número de perfis nesse banco. Em relação ao processamento de amostras biológicas para inclusão no banco de perfis genéticos, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de procedimentos adotados pela equipe pericial.
  1. AColeta de amostras de sangue de condenados – Extração do DNA – Quantificação – PCR – Eletroforese capilar – inclusão no CODIS.
  2. BColeta de amostras biológicas em local de crime – Quantificação – Extração do DNA – PCR – Eletroforese capilar – inclusão no CODIS.
  3. CColeta de amostras de saliva de condenados – Quantificação – Extração do DNA – Eletroforese capilar – PCR – inclusão no CODIS.
  4. DColeta de amostras biológicas em local de crime – Extração do DNA – Quantificação – PCR – Eletroforese capilar – inclusão no CODIS.
  5. EColeta de amostras de secreção vaginal de vítimas de estupro – Quantificação – Extração do DNA – PCR – Eletroforese capilar – inclusão no CODIS.
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GabaritoD — Coleta de amostras biológicas em local de crime – Extração do DNA – Quantificação – PCR – Eletroforese capilar – inclusão no CODIS.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Banco de Perfis Genéticos: fluxo de processamento de amostras biológicas

Gabarito: letra D. A sequência correta para inclusão de um perfil genético no banco (CODIS) é: coleta da amostra biológica → extração do DNA → quantificação → PCR (amplificação dos marcadores STR) → eletroforese capilar (separação e detecção dos fragmentos) → inclusão do perfil no CODIS. A alternativa D é a única que apresenta essa ordem completa e correta, começando pela coleta em local de crime e seguindo a ordem lógica do fluxo pericial.

O processamento de amostras biológicas para identificação humana segue uma sequência padronizada, que garante a qualidade e a confiabilidade do resultado. Cada etapa tem uma função específica e a ordem não pode ser invertida, pois cada procedimento depende do anterior. Vamos entender cada uma:

  1. Coleta da amostra biológica: é a obtenção do material (sangue, saliva, sêmen, pelos, etc.) no local de crime ou de indivíduos (condenados, vítimas). A coleta deve seguir protocolos de biossegurança e cadeia de custódia.

  2. Extração do DNA: é a etapa em que o DNA é isolado das demais substâncias celulares (proteínas, lipídios, etc.). Sem a extração, não há como analisar o material genético.

  3. Quantificação: mede a quantidade de DNA extraído. É essencial para saber se há DNA suficiente para a amplificação e para calibrar a quantidade ideal a ser usada na PCR.

  4. PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): amplifica regiões específicas do DNA (os marcadores STR – Short Tandem Repeats), multiplicando o material para que possa ser detectado. É uma etapa de cópia seletiva.

  5. Eletroforese capilar: separa os fragmentos de DNA amplificados por tamanho, em um capilar fino, gerando os eletroferogramas com os alelos de cada marcador.

  6. Inclusão no CODIS: o perfil genético resultante é inserido no banco de dados nacional (CODIS – Combined DNA Index System), onde pode ser confrontado com outros perfis.

A pegadinha da banca está em inverter a ordem de etapas críticas, especialmente entre quantificação e extração, e entre PCR e eletroforese. A extração SEMPRE vem antes da quantificação, pois só se quantifica o que já foi extraído. E a PCR SEMPRE vem antes da eletroforese, pois a eletroforese analisa os produtos da amplificação.

  1. 1Coleta da amostra
  2. 2Extração do DNA
  3. 3Quantificação
  4. 4PCR (amplificação)
  5. 5Eletroforese capilar
  6. 6Inclusão no CODIS
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em iniciar com "Coleta de amostras de sangue de condenados". Embora a coleta de sangue de condenados seja uma possibilidade (a Lei 12.654/2012 prevê a coleta de material biológico de condenados por crimes violentos), a alternativa limita o fluxo a esse tipo de amostra, enquanto a questão pede o processamento de "amostras biológicas" em geral, incluindo vestígios de local de crime. Além disso, a ordem apresentada (coleta → extração → quantificação → PCR → eletroforese) está correta, mas o escopo restrito a "sangue de condenados" torna a alternativa incompleta e, portanto, incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O erro está na inversão da ordem entre quantificação e extração do DNA. A alternativa traz "Coleta → Quantificação → Extração do DNA → PCR → Eletroforese". Isso está errado porque não é possível quantificar o DNA antes de extraí-lo. A quantificação mede a quantidade de DNA já isolado; sem extração, não há DNA puro para quantificar. A ordem correta é: coleta → extração → quantificação → PCR → eletroforese.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O erro está na inversão entre PCR e eletroforese capilar. A alternativa traz "Coleta → Quantificação → Extração → Eletroforese capilar → PCR". Isso está errado porque a eletroforese capilar analisa os fragmentos de DNA após a amplificação por PCR. A PCR gera milhões de cópias dos marcadores; a eletroforese separa essas cópias por tamanho. Inverter essa ordem quebra a lógica do processo: não há o que separar se o DNA não foi amplificado.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D apresenta a sequência correta e completa: Coleta de amostras biológicas em local de crime → Extração do DNA → Quantificação → PCR → Eletroforese capilar → inclusão no CODIS. Essa é a ordem padronizada nos laboratórios de genética forense. A coleta em local de crime é o ponto de partida (vestígios como sangue, sêmen, saliva, pelos), seguida da extração do DNA, quantificação, amplificação por PCR, separação por eletroforese capilar e, por fim, a inserção do perfil no banco CODIS.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O erro está na inversão entre quantificação e extração do DNA, igual à alternativa B. A alternativa traz "Coleta de amostras de secreção vaginal de vítimas de estupro → Quantificação → Extração do DNA → PCR → Eletroforese". Além de restringir o tipo de amostra (secreção vaginal de vítimas de estupro), o que não abrange o escopo geral da questão, a ordem está errada: a quantificação não pode preceder a extração. A sequência correta é coleta → extração → quantificação → PCR → eletroforese.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a inversão de etapas críticas do fluxo. O candidato desatento pode confundir a ordem entre extração e quantificação (a quantificação só faz sentido após extrair o DNA) e entre PCR e eletroforese (a eletroforese analisa o produto da PCR). Fique atento: a extração sempre vem antes da quantificação, e a PCR sempre antes da eletroforese. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas B, C e E rapidamente. 💪

PEGA ESSA DICA!

Para fixar a sequência, use o mnemônico C-E-Q-P-E-C: Coleta → Extração → Quantificação → PCR → Eletroforese → CODIS. Treine reconhecendo qual etapa está fora de ordem em cada alternativa — a banca quase sempre inverte duas etapas consecutivas.

Gabarito: letra D

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