Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — INSTITUTO AOCP 2019
- Código
- qq517191
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- SEE-PB
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- SEE -PB - Professor - Biologia
- A11%.
- B25%.
- C33,3%.
- D50%.
GabaritoA — 11%.
Gabarito: letra A — a conta chega a 1/9 ≈ 11% (alternativa A).
A acondroplasia é uma doença genética autossômica dominante em que o alelo mutante (A) causa nanismo quando em dose simples (heterozigoto Aa), mas é letal em dose dupla (homozigoto AA), matando o embrião. Por isso, todo indivíduo acondroplásico vivo é heterozigoto (Aa), e pessoas normais são homozigotas recessivas (aa). No cruzamento entre dois heterozigotos (Aa × Aa), a proporção genotípica clássica seria 1 AA : 2 Aa : 1 aa, mas como os embriões AA morrem, entre os nascidos vivos a proporção observada é 2 Aa (acondroplásicos) : 1 aa (normal). Assim, a probabilidade de um filho nascido vivo ser normal é de 1/3, e não 1/4 como seria sem a letalidade. Para dois gêmeos bivitelinos, que são como irmãos comuns e se desenvolvem de óvulos e espermatozoides diferentes, os eventos são independentes, então a probabilidade de ambos serem normais é o produto das probabilidades individuais: (1/3) × (1/3) = 1/9 ≈ 11%. Esta questão testa exatamente esse raciocínio: reconhecer a letalidade do homozigoto dominante e aplicar a regra do produto para eventos independentes.
Acondroplasia: autossômica dominante, homozigose dominante (AA) letal
Pais: ambos acondroplásicos (heterozigotos Aa)
Gêmeos bivitelinos (dizigóticos)
O que queremos: a probabilidade de os dois gêmeos bivitelinos nascerem normais
Precisamos saber quais genótipos podem surgir da união de dois acondroplásicos. Como a doença é dominante e o homozigoto dominante é letal, os pais vivos só podem ser heterozigotos (Aa). O cruzamento Aa × Aa gera quatro combinações possíveis de gametas.
Por que esta fórmula: Usamos o quadro de Punnett para visualizar todas as combinações de alelos que os filhos podem herdar. Cada pai produz gametas A e a com igual probabilidade.
Esquecer que os pais são heterozigotos obrigatoriamente, pois se fossem AA não estariam vivos.
O enunciado diz que a dose dupla do alelo dominante (AA) mata o embrião. Portanto, entre os quatro zigotos possíveis, o genótipo AA não sobrevive ao nascimento. Precisamos excluí-lo para calcular a probabilidade entre os nascidos vivos.
Incluir o genótipo AA na contagem, o que daria 1/4 de chance de nascer normal em vez de 1/3.
Agora que sabemos quais genótipos sobrevivem, podemos calcular a probabilidade de um filho nascido vivo ser normal (aa). Dos três genótipos viáveis (Aa, Aa, aa), apenas um é normal.
Por que esta fórmula: A probabilidade é o número de casos favoráveis dividido pelo total de casos possíveis. Aqui, favoráveis = 1 (aa), possíveis = 3 (Aa, Aa, aa).
De onde vem cada valor: = passo 2: dos 3 genótipos viáveis, apenas aa é normal · = passo 2: total de genótipos viáveis
Usar 1/4, esquecendo que o AA é letal e não entra na conta.
Os gêmeos são bivitelinos, ou seja, vêm de dois óvulos e dois espermatozoides diferentes. Isso significa que o nascimento de um não influencia o do outro: são eventos independentes. Para que ambos sejam normais, precisamos que o primeiro seja normal E o segundo também.
Por que esta fórmula: Quando dois eventos são independentes, a probabilidade de ambos ocorrerem é o produto das probabilidades de cada um. É a regra do 'e' da probabilidade.
De onde vem cada valor: = passo 3: 1/3
Esquecer de multiplicar e responder 1/3 (33,3%), que é a chance de apenas um gêmeo ser normal.
Resposta: 1/9 ≈ 11% (alternativa A)
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