Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — INSTITUTO AOCP 2019
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
qq517870
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFPB
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Biólogo
Restauração ecológica é o processo de auxílio ao restabelecimento de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído. Um ecossistema é considerado recuperado quando
Acontém recursos bióticos e abióticos suficientes para continuar seu desenvolvimento sem auxílios adicionais.
Bo número de espécies encontradas é constante.
Ca atividade que causou a degradação é eliminada.
Dtem poucas espécies explorando seus recursos naturais.
Enovas características são introduzidas ao ambiente, como novas espécies de plantas e animais.
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GabaritoA — contém recursos bióticos e abióticos suficientes para continuar seu desenvolvimento sem auxílios adicionais.
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Restauração ecológica: quando um ecossistema é considerado recuperado
Gabarito: letra A. Um ecossistema é considerado recuperado quando contém recursos bióticos e abióticos suficientes para continuar seu desenvolvimento sem auxílios adicionais — ou seja, quando atinge a autossustentabilidade, não dependendo mais da intervenção humana para se manter. Essa é a definição clássica de restauração ecológica, que busca restabelecer a estrutura e a função do ecossistema degradado, e não apenas sua aparência ou a presença de certas espécies.
A restauração ecológica é um processo ativo de auxílio ao restabelecimento de um ecossistema degradado, danificado ou destruído. O conceito central é que o ecossistema, após a restauração, deve ser capaz de se sustentar sozinho — ou seja, deve ter atingido um estado de resiliência e autossuficiência em que os processos ecológicos (ciclagem de nutrientes, fluxo de energia, dinâmica populacional) funcionam de forma autônoma. A alternativa A captura exatamente essa ideia: a presença de recursos bióticos (seres vivos) e abióticos (fatores físicos e químicos) suficientes para o desenvolvimento contínuo sem auxílio adicional.
A pegadinha da questão está em confundir "recuperado" com "estático" ou "intocado". Um ecossistema recuperado não é aquele que parou de mudar (alternativa B), nem aquele onde a degradação simplesmente cessou (alternativa C), nem aquele com poucas espécies (alternativa D), nem aquele onde se introduziram espécies novas (alternativa E). A recuperação é um processo dinâmico que visa à funcionalidade do ecossistema, não à sua imutabilidade ou à sua composição específica de espécies.
Ecossistema recuperado
1Critério essencial
Autossustentabilidade
Processos ecológicos autônomos
2Não é
Número constante de espécies
Cessar a degradação
Poucas espécies
Introduzir espécies novas
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa define corretamente o critério de recuperação: o ecossistema deve conter recursos bióticos e abióticos suficientes para continuar seu desenvolvimento sem auxílios adicionais. Isso significa que os processos ecológicos fundamentais — como a produção primária, a decomposição, a ciclagem de nutrientes e as interações entre espécies — estão funcionando de maneira autônoma, permitindo que o ecossistema se mantenha e evolua por conta própria. É o conceito de autossustentabilidade ou resiliência ecológica, que é o objetivo final de qualquer projeto de restauração.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o ecossistema é recuperado quando o número de espécies é constante. Isso é um erro conceitual: um ecossistema saudável é dinâmico, com populações flutuando naturalmente ao longo do tempo devido a fatores como predação, competição, disponibilidade de recursos e eventos climáticos. A constância numérica de espécies não é um indicador de recuperação — na verdade, um ecossistema pode ter um número estável de espécies e ainda assim estar degradado, ou pode ter flutuações naturais e estar perfeitamente saudável. O que importa é a funcionalidade do ecossistema, não a estabilidade numérica de suas populações.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que o ecossistema é recuperado quando a atividade que causou a degradação é eliminada. Embora a eliminação do agente degradador seja um pré-requisito para a recuperação, ela não é suficiente. Um ecossistema degradado não se recupera sozinho apenas porque a fonte de degradação cessou — muitas vezes, a degradação deixou o ecossistema em um estado tão alterado que ele precisa de intervenção ativa (como replantio, reintrodução de espécies, controle de espécies invasoras) para se restabelecer. A alternativa confunde a condição necessária (cessar a degradação) com a condição suficiente (ecossistema autossustentável).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o ecossistema é recuperado quando tem poucas espécies explorando seus recursos naturais. Isso é o oposto do que se espera de um ecossistema recuperado. Um ecossistema saudável e funcional tende a ter alta biodiversidade, com muitas espécies ocupando diferentes nichos e explorando os recursos de forma complementar. A baixa diversidade é, na verdade, um sinal de degradação ou de um ecossistema em estágio inicial de sucessão ecológica, não de recuperação completa. A alternativa confunde "recuperado" com "simplificado", quando na verdade a recuperação busca restabelecer a complexidade e a diversidade do ecossistema original.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que o ecossistema é recuperado quando novas características são introduzidas ao ambiente, como novas espécies de plantas e animais. Isso descreve, na verdade, um processo de enriquecimento ou introdução de espécies, que pode até ser uma ferramenta usada em projetos de restauração, mas não é o critério de recuperação em si. A introdução de espécies novas não garante que o ecossistema se tornou autossustentável — pelo contrário, a introdução de espécies exóticas pode até prejudicar a recuperação, competindo com as espécies nativas. O foco da restauração é restabelecer as funções ecológicas e a estrutura do ecossistema, não simplesmente adicionar novas espécies.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "recuperado" e "estático" ou "intocado". O candidato tende a marcar a alternativa B (número constante de espécies) ou a C (eliminação da degradação), pensando que recuperação significa voltar ao estado original ou parar a degradação. Mas o conceito correto é funcionalidade e autossustentabilidade: o ecossistema deve ser capaz de se manter sozinho, com seus processos ecológicos operando de forma autônoma. Lembre-se: recuperação não é imutabilidade, é capacidade de se sustentar.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de restauração ecológica, foque no critério de autossustentabilidade. Pergunte-se: "o ecossistema consegue se manter sem intervenção humana?" Se sim, está recuperado. Essa é a chave para distinguir a alternativa correta das demais, que descrevem condições necessárias (cessar degradação) ou características superficiais (número de espécies, presença de espécies novas), mas não o critério essencial.