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Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — INSTITUTO AOCP 2019

BiologiaEcologia e ciências ambientais
Código
qq517879
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UFPB
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Biólogo
Sobre o uso de indicadores biológicos para monitoramento da qualidade ambiental, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.( ) Deve ser um organismo de fácil identificação e de um grupo taxonômico conhecido.( ) Organismos indicadores podem fornecer evidências sobre problemas ambientais, mesmo antes dos impactos atingirem os seres humanos e animais.( ) A posição trófica do organismo bioindicador é irrelevante.( ) Bioindicadores devem ser preferencialmente organismos pequenos, com grande mobilidade.( ) A escolha de um determinado bioindicador deve-se a sua sensibilidade ou tolerância a alguns parâmetros poluentes.
  1. AV – F – F – V – F.
  2. BF – F – F – V – V.
  3. CV – F – F – F – V.
  4. DV – F – V – V – V.
  5. EV – V – F – F – V.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — V – V – F – F – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bioindicadores e monitoramento ambiental

Gabarito: letra E (V – V – F – F – V). A questão cobra as características que um bom bioindicador deve apresentar: identificação taxonômica confiável, capacidade de sinalizar impactos precocemente e sensibilidade/tolerância específica a poluentes — enquanto a posição trófica é relevante e a mobilidade deve ser baixa, não alta. A alternativa E é a única que combina corretamente as cinco afirmações.

Bioindicadores são organismos (ou comunidades de organismos) cuja presença, ausência, abundância ou comportamento reflete a qualidade ambiental de um ecossistema. Eles funcionam como "sensores vivos": como estão em contato contínuo com o ambiente, acumulam os efeitos de poluentes ao longo do tempo, algo que uma medição química pontual não captura. Por isso, são ferramentas centrais no biomonitoramento — o uso sistemático de respostas biológicas para avaliar mudanças ambientais.

Para que um organismo sirva como bioindicador, ele precisa reunir uma série de atributos. A identificação taxonômica confiável é o primeiro deles: se não sabemos exatamente qual espécie estamos observando, não conseguimos comparar dados entre estudos nem saber se a resposta é específica daquela espécie. A sensibilidade ou tolerância a parâmetros poluentes é o que define a utilidade do indicador — espécies sensíveis desaparecem quando o poluente aparece; espécies tolerantes persistem e podem até proliferar, sinalizando contaminação. E a capacidade de alerta precoce é o grande valor do bioindicador: como os organismos respondem antes que os efeitos se manifestem em humanos e animais, eles funcionam como um sistema de alarme antecipado.

A posição trófica do organismo é, sim, relevante. O nível trófico influencia diretamente a exposição a poluentes: organismos de níveis tróficos superiores tendem a acumular mais contaminantes por biomagnificação, enquanto organismos de níveis inferiores podem refletir a contaminação do ambiente imediato. A escolha do bioindicador depende, portanto, de qual nível da cadeia se quer monitorar. Da mesma forma, a mobilidade é um fator crítico: um bom bioindicador deve ter baixa mobilidade, pois organismos que se deslocam muito podem escapar da área contaminada ou trazer contaminantes de outras regiões, mascarando o diagnóstico local. Espécies sésseis ou de pequeno deslocamento, como moluscos bivalves, liquens e certos macroinvertebrados bentônicos, são preferidas justamente por ficarem restritas ao local de amostragem.

A banca explora exatamente essas duas inversões: afirmar que a posição trófica é irrelevante (quando é relevante) e que o bioindicador deve ter grande mobilidade (quando deve ter baixa mobilidade). O candidato que não domina os critérios de seleção de bioindicadores cai nessas armadilhas.

Bioindicador
  • 1Requisitos
    • Fácil identificação taxonômica
    • Alerta precoce (antes de afetar humanos)
    • Sensibilidade/tolerância a poluentes
    • Baixa mobilidade (não grande)
    • Posição trófica é relevante (não irrelevante)
LEVEL · soulevel.com.br

Afirmativa 1 — ✅ Verdadeira

"Deve ser um organismo de fácil identificação e de um grupo taxonômico conhecido." Correto. A identificação taxonômica precisa ser confiável para que os dados sejam comparáveis entre estudos e para que a resposta observada possa ser atribuída à espécie correta. Sem isso, o monitoramento perde validade científica.

Afirmativa 2 — ✅ Verdadeira

"Organismos indicadores podem fornecer evidências sobre problemas ambientais, mesmo antes dos impactos atingirem os seres humanos e animais." Correto. Essa é a essência do biomonitoramento: os organismos respondem aos poluentes antes que os efeitos se manifestem em humanos e animais, funcionando como um alerta precoce. É o que torna os bioindicadores tão valiosos na gestão ambiental.

Afirmativa 3 — ❌ Falsa

"A posição trófica do organismo bioindicador é irrelevante." Errado. A posição trófica é relevante porque determina a exposição e o acúmulo de poluentes. Organismos de níveis tróficos superiores acumulam mais contaminantes por biomagnificação, enquanto os de níveis inferiores refletem a contaminação do ambiente imediato. A escolha do bioindicador depende de qual nível da cadeia se quer monitorar.

Afirmativa 4 — ❌ Falsa

"Bioindicadores devem ser preferencialmente organismos pequenos, com grande mobilidade." Errado. A mobilidade deve ser baixa, não alta. Organismos com grande mobilidade podem escapar da área contaminada ou trazer contaminantes de outras regiões, mascarando o diagnóstico local. Espécies sésseis ou de pequeno deslocamento são preferidas por ficarem restritas ao local de amostragem.

Afirmativa 5 — ✅ Verdadeira

"A escolha de um determinado bioindicador deve-se a sua sensibilidade ou tolerância a alguns parâmetros poluentes." Correto. A sensibilidade ou tolerância específica é o que define a utilidade do indicador: espécies sensíveis desaparecem quando o poluente aparece; espécies tolerantes persistem e podem até proliferar, sinalizando contaminação. É essa resposta diferencial que permite diagnosticar o tipo e a intensidade da poluição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte dois critérios clássicos de seleção de bioindicadores: afirma que a posição trófica é irrelevante (quando é relevante) e que a mobilidade deve ser grande (quando deve ser baixa). O candidato que não domina os critérios cai nessas inversões. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os critérios de um bom bioindicador, lembre-se do acrônimo F.A.S.T. (Fácil identificação, Alerta precoce, Sensibilidade/tolerância, e baixa mobilidade — T de "territorial"). Na prova, desconfie de qualquer afirmação que diga que um critério é "irrelevante" ou que inverte o senso comum (como "grande mobilidade").

Gabarito: letra E — sequência V – V – F – F – V.

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