Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — Instituto Acesso 2019
Medicina Legal›Antropologia Forense
Código
qq521593
Banca
Instituto Acesso
Órgão
PC-ES
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia - Anulado
Em junho de 2011, um menino de 11 anos de nome Juan foi morto na Grande Vitória. Seu desaparecimento durou duas semanas. Um corpo de criança foi encontrado, no mesmo período, em estado de putrefação, nas margens de um córrego, cerca de alguns quilômetros de distância do local do crime. Na perícia de local, a antropóloga forense identificou o cadáver como sendo de uma menina. Posteriormente, por meio de exame genético, comprovou-se que aquele cadáver era do menino de 11 anos. A antropóloga forense, para identificação daquele corpo, de acordo com sua faixa etária, não poderia utilizar o(s)/a(s):
Adesenvolvimento de pelos pubianos.
Bparâmetros morfológicos confiáveis.
Cradiografias das mãos.
Dcrânio braquicéfalo.
Esuturas cranianas afastadas.
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GabaritoD — crânio braquicéfalo.
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Antropologia Forense – Identificação de idade em crianças
Gabarito: letra D. A antropóloga forense não poderia utilizar o crânio braquicéfalo para identificação da faixa etária, pois se trata de uma característica morfológica craniana (índice cefálico) utilizada para classificação racial ou populacional, não para determinação da idade. As demais alternativas correspondem a métodos válidos para estimativa etária em crianças.
A questão testa o conhecimento sobre os parâmetros antropológicos usados na estimativa de idade em cadáveres infantis. O corpo estava putrefeito, mas ainda com tecidos moles preservados o suficiente para permitir observação de pelos pubianos, suturas cranianas e possibilidade de radiografias.
Estimativa de idade em crianças
1Métodos válidos
Pelos pubianos (estágios de Tanner)
Radiografias das mãos (Greulich-Pyle)
Suturas cranianas afastadas
Parâmetros morfológicos confiáveis
2Método inválido
Crânio braquicéfalo (índice cefálico)
Classificação racial/populacional
Não se altera com a idade
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Desenvolvimento de pelos pubianos: é um dos caracteres sexuais secundários e pode ser avaliado pelos estágios de Tanner, sendo um indicador de idade puberal. Para uma criança de 11 anos, é um parâmetro viável.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Parâmetros morfológicos confiáveis: embora genérico, a banca considera que existem parâmetros morfológicos (como medidas ósseas e estágios de ossificação) que são confiáveis para estimativa de idade em crianças.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Radiografias das mãos: método consagrado para determinação da idade óssea em crianças (atlas de Greulich-Pyle). É plenamente aplicável.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Crânio braquicéfalo: refere-se a um índice cefálico elevado (crânio largo em relação ao comprimento). Essa característica é determinada geneticamente e relacionada à ancestralidade, não se altera com a idade e, portanto, não serve para estimar a faixa etária.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Suturas cranianas afastadas: em crianças, as suturas cranianas ainda não se fusionaram, sendo um sinal de imaturidade esquelética. Podem ser utilizadas como indicativo de idade infantil, especialmente na faixa etária de 11 anos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre características morfológicas usadas para identificação racial (índice cefálico) e aquelas usadas para estimativa etária. Enquanto pelos pubianos, radiografias de mãos e suturas abertas são indicadores etários, o crânio braquicéfalo é um traço estável ao longo da vida e não informa a idade.
PEGA ESSA DICA!
Para estudos de Antropologia Forense, memorize os principais métodos de estimativa de idade em crianças: desenvolvimento dentário, idade óssea (mãos, punhos, clavícula), suturas cranianas (abertas em crianças, fechamento progressivo em adultos) e caracteres sexuais secundários (pelos pubianos, desenvolvimento mamário). Já o índice cefálico (braquicefalia, dolicocefalia) é usado para inferir ancestralidade, não idade.