Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — SUGEP - UFRPE 2019
MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
- Código
- qq556074
- Banca
- SUGEP - UFRPE
- Órgão
- UFRPE
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- SUGEP - - Médico - Clinica
As hepatites virais causadas pelos vírus hepatotrópicos representam a maioria dos casos de hepatite aguda e, portanto, a expressão hepatite viral habitualmente se refere à hepatite causada pelos vírus das hepatites A, B, C, D e E. Não há um quadro clínico patognomônico de hepatite aguda viral. O diagnóstico depende da interpretação correta dos sintomas, dos achados do exame físico e dos testes laboratoriais, os quais, dentro do contexto clínico apropriado, levam à suspeita de necrose hepatocelular. A hepatite aguda viral pode se apresentar como infecção sintomática ou assintomática, ictérica ou anictérica, ou, ainda, como formas colestáticas. A respeito dessa condição, assinale a alternativa incorreta.
- AA hepatite A tem transmissão fecal-oral e por meio do contato pessoa-pessoa; a infecção nunca se torna crónica; o marcador utilizado para o diagnóstico do quadro agudo é anti-VHA-IgM; raramente o quadro pode evoluir para insuficiência hepática fulminante.
- BA hepatite B tem transmissão vertical (Ásia) e sexual (Ocidente); a infecção pode se tornar crônica em alguns casos; os marcadores utilizados para o diagnóstico do quadro agudo são o AgHBs e o anti-HBc IgM; frequentemente o quadro pode evoluir para insuficiência hepática fulminante.
- CA hepatite C foi a principal responsável pelos casos de hepatite pós-transfusional; a transmissão pode ocorrer com uso de materiais perfurocortantes contaminados; não há um marcador específico da fase aguda, podendo-se diagnosticá-la pela positividade do anti-VHC previamente negativo; pode ser indicada a terapia antiviral com interferon em casos específicos de hepatite aguda.
- DA hepatite D é causada por um vírus defectivo, ou seja, que necessita do VHB para infectar e sobreviver no organismo humano. Os casos de hepatite D, no Brasil, são praticamente restritos à região amazônica.
- EA hepatite E tem transmissão oral-fecal; a infecção nunca se torna crônica; o marcador utilizado para o diagnóstico do quadro agudo é o anti-VHE-lgM; é frequente a evolução para insuficiência hepática fulminante em gestante.