Questão de Português — Interpretação de Textos — UFU-MG 2019
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- qq561740
- Banca
- UFU-MG
- Órgão
- UFU-MG
- Ano
- 2019
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente em Administração
Sempre tive cachorros, mas, como tinha filhos, eles ocupavam um lugar secundário no ranking amoroso da família e dormiam fora de casa. Até o pequenino Pumpy, um fox “pelo duro” cheio de personalidade, dormia ao relento, apesar do frio. Acho que dormia enroscado no Funk, pastor alemão que tinha o papel de cuidar da casa, mas, quando os dois fugiam pela rua, era o pastor que seguia o fox.Os filhos cresceram, a família mudou, os netos nasceram e os cachorros continuaram. Ângela tinha um Weimaraner, o Otto, que só faltava falar. Mas eu não gostava que dormisse no nosso quarto. Ele sacudia as orelhas quando acordava e, com isso, me acordava também. Agora sou obrigado a conviver com um bulldog francês, o Joca, que passou a fazer parte da família apesar das minhas advertências.Mas eu mordi a língua. Joca foi entrando devagarinho na minha vida com aquele jeitinho de cão rejeitado, porque, apesar de ter “pedigree”, ele é todo diferente. Os dentes são tortos, o focinho é mais comprido e ele parece uma mistura de morcego com bezerro. Mas é lindo. [...]A relação com os animais também estabelece um vínculo afetivo forte, uma interação amorosa de dois seres que dependem um do outro. Já está provado que o contato com animais traz benesses terapêuticas e ajuda no tratamento da solidão e da rejeição. Pessoas têm animais domésticos para dar e receber esse afeto.Portanto, eu, que alertava para os problemas de dependência que um cachorro pode trazer, hoje sou vítima dele. Vítima no bom sentido. Adoro minha relação com Joca e me sinto muito bem quando ele se enrosca em mim ou vem com a patinha pedir que eu coce suas costas. [...] E eu juro, que se ele falar, não vou me espantar, vou responder.PAIVA, Miguel Disponível em: https://www.jb.com.br/colunistas/visto_de_fora_mundo-cao. Acesso em 11 jan.2019. (Adaptado)Considerando o emprego dos verbos no texto apresentado, assinale a alternativa correta.
- ANo trecho “Sempre tive cachorros, mas, como tinha filhos, eles ocupavam um lugar secundário no ranking amoroso da família e dormiam fora de casa”, o emprego dos verbos “tive” e “tinha” mostra que o locutor, no tempo presente, tem cachorros, mas não tem filhos.
- BOs verbos no pretérito perfeito indicam uma ação acabada, mas, no trecho “Os filhos cresceram, a família mudou, os netos nasceram e os cachorros continuaram”, a sequência verbal de verbos conjugados no pretérito perfeito tem um efeito de descrição de um estado presente.
- CNo trecho “A relação com os animais também estabelece um vínculo afetivo forte [...]”, o verbo conjugado no presente do Indicativo indica uma ação que ocorre no mesmo momento que o locutor a enuncia.
- DNo trecho “E eu juro, que se ele falar, não vou me espantar, vou responder”, os verbos “falar”, “espantar” e “responder” estão no infinitivo e, por isso, não indicam nem presente, nem futuro.