Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Redação - Reescritura de texto — IBADE 2020

PortuguêsRedação - Reescritura de texto
Código
qq590919
Banca
IBADE
Órgão
IBGE
Ano
2020
Nível
Médio
Cargo
Agente Censitário Municipal e Agente Censitário Supervisor

    Texto 1

               Refugiados climáticos: uma realidade brasileira


      Compreender os processos migratórios no Brasil tem sido objeto de pesquisadores da área ambiental, especialmente de mudanças climáticas, nos últimos anos. O que antes era praticamente creditado a questões estritamente socioeconômicas, hoje já tem uma análise mais aprofundada. Os deslocamentos humanos ou processos migratórios ambientais têm ganhado uma atenção especial. Um contingente da população já é definido como migrantes, deslocados ou refugiados climáticos ou ambientais, um conjunto de terminologias que está sendo construído internacionalmente, pois ainda não há uma definição oficial no direito ambiental. Porém, o que é certo por aqui é que uma significativa parte deles provém da região Nordeste do país. A proposta é que deixem de ser invisibilizados, neste contexto, nas estruturas burocráticas.

      Com este enfoque, o estudo Mudanças no padrão espaço-temporal de secas no nordeste brasileiro, publicado na Atmopsheric Science Letters, no ano passado, revelou que a seca, entre 2012 e 2017, foi a pior em 30 anos e prejudicou a população de 24 milhões de pessoas que vive na região, promovendo milhares de deslocamentos, em especial para a região Sudeste, algo que já ocorria em determinados períodos, desde a década de 1990. As secas anteriores também analisadas aconteceram entre 1982- 1983, 1992-1993 e 1997-1998. O trabalho foi realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e de outras instituições, sob coordenação da pesquisadora Ana Paula Cunha.

      Segundo os cientistas, alguns dos aspectos a serem considerados no processo da seca severa é a interferência do El Niño (em grande parte das ocorrências), que contribuiu para o aquecimento do oceano Pacífico Equatorial e fez com que as nuvens de chuva se dirigissem para longe do Nordeste e do continente. Mais uma causa associada é atribuída ao aquecimento do Oceano Atlântico no Hemisfério Norte do planeta, o mesmo fenômeno que tem motivado o aumento de registro de furacões, entre outras.

      O levantamento alerta que a combinação de alta variabilidade espacial e temporal das chuvas, falta de irrigação, degradação da terra devido ao manejo inadequado do solo e a pobreza em larga escala nas áreas rurais tornam a região uma das áreas mais vulneráveis do mundo aos impactos das mudanças climáticas. 

      Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), desde o ano de 2009, estima-se que a cada segundo uma pessoa é deslocada em razão de um desastre ambiental. Em 2018, foram 17 milhões de novos deslocamentos relativos a desastres naturais e às mudanças climáticas, no planeta, de acordo com o Centro de Monitoramento de Deslocados Internos, que fica em Genebra. Nas próximas três décadas, o alerta é ainda maior. Segundo o Banco Mundial, a mudança climática deverá expulsar 140 milhões pessoas de suas casas. Todos estes dados reforçam que não é mais possível desconsiderar esta questão nas agendas das políticas públicas dos países e do próprio direito internacional.


(Texto adaptado de :

https://envolverde.cartacapital.com.br/refugiados-climaticos-uma-realidade-brasileira/)







                  Imagem da questão

Leia o trecho a seguir:“Nas próximas três décadas, o alerta é ainda maior. Segundo o Banco Mundial, a mudança climática deverá expulsar 140 milhões pessoas de suas casas”.Assinale a reescritura que mantém o significado originalmente expresso:
  1. AAs alterações do clima podem vir a expulsar 140 milhões de pessoas de suas casas nos futuros trinta anos, por isso o alerta é ainda maior de acordo com o Banco Mundial.
  2. BPara as próximas três gerações, o alerta pode ser ainda maior, mas, pelo Banco Mundial, a mudança climática teria expulsado 140 milhões pessoas de suas casas.
  3. CDe acordo com o Banco Mundial, nas três décadas passadas, a mudança climática teria expulsado 140 milhões pessoas de suas casas.
  4. D140 milhões de pessoas de suas casas foram expulsas pelo Banco Mundial, portanto isso não se agravará nas próximas três décadas.
  5. EAs três últimas décadas trazem um alerta ainda maior: embora o Banco Mundial ajude, a mudança climática deverá expulsar 140 milhões pessoas de suas casas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — As alterações do clima podem vir a expulsar 140 milhões de pessoas de suas casas nos futuros trinta anos, por isso o alerta é ainda maior de acordo com o Banco Mundial.

Link permanente: /questoes/qq590919