Questão de Português — Sintaxe — IDIB 2020
- Código
- qq599846
- Banca
- IDIB
- Órgão
- CRM-MT
- Ano
- 2020
- Nível
- Superior
- Cargo
- Auditor
- Acompletiva nominal.
- Bobjetiva direta.
- Cobjetiva indireta.
- Dsubjetiva.
GabaritoB — objetiva direta.
Gabarito: Letra B (objetiva direta). A oração destacada "que sou um sábio do minuto seguinte, um virtuoso sem timing" exerce função de objeto direto do verbo "dizer", conforme se comprova no trecho:
"Costumo dizer que sou um sábio do minuto seguinte, um virtuoso sem timing"
A técnica é substituir a oração por "isto": "Costumo dizer isto". "Isto" é objeto direto do verbo transitivo direto "dizer". Portanto, trata-se de uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
Completiva nominal exigiria um substantivo abstrato que rege complemento com preposição (ex.: "tenho vontade de que..."). No trecho, o termo regente é o verbo "dizer", não um nome. A banca tenta confundir com a função de complemento nominal, mas não há termo nominal que a exija. Erro: troca de conceito (confunde objeto direto com complemento nominal).
Como demonstrado, a oração substituível por "isto" e que funciona como objeto direto do verbo "dizer" é objetiva direta. A conjunção integrante "que" confirma a subordinação substantiva.
Objetiva indireta exigiria preposição regida pelo verbo (ex.: "preciso de que..."). O verbo "dizer" é transitivo direto, não rege preposição. Logo, a oração não pode ser objetiva indireta. Erro: contradiz a transitividade do verbo (atribui preposição onde não há).
Subjetiva funcionaria como sujeito de um verbo (ex.: "é importante que..."). No período, o sujeito de "costumo" é implícito "eu"; a oração "que sou..." não exerce função de sujeito. Erro: extrapolação (atribui função sintática que não se sustenta no texto).
A banca aposta na confusão entre os tipos de subordinadas substantivas, especialmente a completiva nominal (que exige nome) e a subjetiva (que exige verbo de ligação ou unipessoal). Fique atento à transitividade do verbo principal.
Gabarito: Letra B.
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
Link permanente: /questoes/qq599846