Questão de Psiquiatria — Psiquiatria Clínica — CETREDE 2021
PsiquiatriaPsiquiatria Clínica
- Código
- qq628386
- Banca
- CETREDE
- Órgão
- Prefeitura de Icapuí - CE
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Psiquiatra
Sobre a entrevista psiquiátrica em saúde mental, marque a opção INCORRETA.
- AA entrevista diagnóstica, na verdade, precisa manter o foco, de que a meta final é o tratamento, e não o diagnóstico. É necessário que a entrevista desenvolva uma boa aliança, reforce o moral e alcance a negociação do tratamento.
- BNo início da entrevista psiquiátrica, é indispensável que o médico clínico fique sabendo sobre sua situação de vida, construa uma aliança terapêutica, que é uma relação de empatia, confiança e vínculo, esforçando-se para diminuir a estranheza da situação clínica. Na fase posterior da entrevista, o clínico vai delineando as questões importantes a serem tratadas a partir do discurso do paciente, incluindo perguntas sobre seu histórico e sua doença atual para verificar, em avaliação detalhada, se o paciente, de fato, satisfaz os critérios do DSM-IV-TR. Os últimos 5 a 10 minutos são dedicados ao fechamento da entrevista que deve incluir uma discussão da avaliação feita pelo clínico além de tentar estabelecer um acordo sobre o seguimento das entrevistas.
- CGeralmente um paciente angustiado está com muita vontade de falar, o que permite ao clínico colher muitos dados da história social e evolutiva do paciente com profundidade. Uma técnica bastante utilizada é fazer perguntas abertas, podendo ser diretivas ou não, técnicas de continuação que estimulam o paciente a continuar revelando informações, além de poder também fazer perguntas neutras que, eventualmente, podem levar a uma discussão sobre questões pessoais.
- DO paciente que fala bastante é sempre uma excelente fonte de informações, pois fornece ao clínico conteúdos de todas as naturezas. O psiquiatra não deve limitá-lo nem interrompê-lo, pois pode parecer insensível e impaciente, além de grosseiro.
- EQuando o paciente revela seus sintomas de forma resumida, sucinta, de maneira parecida com os manuais psiquiátricos, se parece estar querendo convencer o clínico de um diagnóstico com uma história vaga, tentando não responder às perguntas abertas, é provável que o paciente esteja simulando sintomas para obter ganhos secundários. Nestes casos, é interessante que o clínico se utilize de estratégias sugeridas como, por exemplo, perguntas mais diretas com respostas sugeridas como: “As pessoas com ataques de pânico também sofrem de formigamento dos lábios, você também sente isso?”, no sentido de o encurralar e tentar perceber a sutileza do paciente simulador.