Sobre o uso dos tempos verbais no texto, é correto o que consta na alternativa:
Ao uso do futuro do pretérito do indicativo, em “deveria”, indica a dúvida da repórter quanto à veracidade do fato que enuncia.
Bpor meio do presente do indicativo em “fica” e “ficam”, representam-se fatos contemporâneos ao momento em que o texto é produzido.
Cem “dera” e “morrera”, usou-se o pretérito mais-que-perfeito para representar fatos anteriores aos relatados nos três períodos subsequentes.
Das formas verbais “dera” e “morrera” poderiam ser substituídas por “deu” e “morreu”, sem prejuízo das relações temporais entre os fatos relatados no texto.
Eem “parecia” e “suspeitava-se”, o emprego do pretérito imperfeito do indicativo sugere frequência, representando fatos que ocorreram mais de uma vez no passado.
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GabaritoC — em “dera” e “morrera”, usou-se o pretérito mais-que-perfeito para representar fatos anteriores aos relatados nos três períodos subsequentes.
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Análise dos tempos verbais no texto do IML
Gabarito: letra C. A alternativa C descreve corretamente o uso do pretérito mais-que-perfeito em “dera” e “morrera” para indicar fatos anteriores aos relatados nos três períodos seguintes. Essa relação temporal é confirmada pelo texto: os verbos no mais-que-perfeito (entrada e morte) ocorrem antes da descrição do estado do corpo e da suspeita de aneurisma, expressos nos períodos subsequentes.
1Pretérito mais-que-perfeitoC — Correto
2Futuro do pretéritoA — Incorreto
3Presente do indicativoB — Incorreto
4Substituição por perfeitoD — Incorreto
5Pretérito imperfeitoE — Incorreto
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O verbo “deveria” (futuro do pretérito) não expressa dúvida da repórter. No contexto, “o corpo não deveria ter sido encaminhado” é uma opinião sobre a obrigação correta, não uma incerteza. A banca confunde valor condicional com dúvida.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Os presentes “fica” e “ficam” estão em discurso direto (“disse”), reportando fala de Gabriela. Referem-se a situações gerais ou habituais, não necessariamente contemporâneas ao momento da produção do texto. A afirmação é imprecisa quanto à referência temporal.
Alternativa C — ✅ Correta
“A vítima daquele dia dera entrada na Unidade de Pronto Atendimento do Complexo do Alemão com fortes dores de cabeça e morrera duas horas depois. O corpo parecia saudável. Suspeitava-se de rompimento de um aneurisma.”
“Dera” e “morrera” estão no pretérito mais-que-perfeito, indicando ações anteriores aos fatos descritos nos três períodos seguintes (primeiro: “O corpo parecia saudável”; segundo: “Suspeitava-se...”; terceiro: “Por se tratar...”). A alternativa capta exatamente essa anterioridade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Substituir “dera” e “morrera” por “deu” e “morreu” (pretérito perfeito) eliminaria a noção de anterioridade relativa ao passado. O mais-que-perfeito marca que esses eventos ocorreram antes dos outros fatos narrados; a troca quebraria essa hierarquia temporal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Parecia” e “suspeitava-se” (pretérito imperfeito) descrevem estados ou ações contínuas no passado (aparência do corpo e suspeita), não indicam frequência ou repetição. O imperfeito aqui tem valor descritivo, não de habitualidade.