No que tange à sexologia forense, assinale a única alternativa que NÃO apresenta marcas que coadunem com a hipótese de violência sexual.
ALacerações na região poplítea.
BEscoriações ungueais nas faces internas das coxas da vítima.
CEquimoses na face, especialmente ao redor do nariz e da boca.
DEquimoses nos braços da vítima.
EEscoriações na face anterior do pescoço da vítima.
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GabaritoA — Lacerações na região poplítea.
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Sexologia Forense: Lesões em Violência Sexual
Gabarito: letra A (única que NÃO coaduna). A laceração na região poplítea é atípica em crimes sexuais; as demais lesões (escoriações ungueais nas coxas, equimoses na face/braços e escoriações no pescoço) são marcas clássicas de violência sexual, decorrentes de imobilização, sufocação ou atrito.
A questão testa o conhecimento sobre a topografia habitual das lesões em casos de estupro. Em sexologia forense, lesões como equimoses periorais/nasais (sufocação), escoriações na face anterior do pescoço (estrangulamento), equimoses nos braços (contenção) e escoriações ungueais na face interna das coxas (imobilização/atrito) são frequentes. Já lacerações na região poplítea (atrás do joelho) são mais relacionadas a trauma por objeto cortante ou queda, não a mecanismos típicos de violência sexual.
Lesão
Localização
Compatível com Violência Sexual?
Mecanismo Típico
Lacerações
Região poplítea (atrás do joelho)
Não
Trauma por objeto cortante, queda
Escoriações ungueais
Faces internas das coxas
Sim
Arranhões durante imobilização ou atrito
Equimoses
Face (nariz e boca)
Sim
Sufocação
Equimoses
Braços
Sim
Contenção forçada
Escoriações
Face anterior do pescoço
Sim
Esganadura/estrangulamento
Alternativa A — ❌ Incorreta (é a resposta, pois NÃO coaduna) ⟵ GABARITO
Lacerações na região poplítea não são típicas de violência sexual. Essa lesão geralmente resulta de trauma por objeto cortante ou queda sobre superfície irregular, não estando associada aos mecanismos de imobilização ou sufocação comuns em crimes sexuais. Portanto, é a única alternativa que não coaduna com a hipótese.
Alternativa B — ✅ Correta (coaduna, mas não é a resposta pedida)
Escoriações ungueais nas faces internas das coxas da vítima são marcas frequentes em violência sexual, produzidas pelas unhas do agressor durante a imobilização das pernas ou atrito. O mecanismo é compatível com a dinâmica do estupro.
Alternativa C — ✅ Correta (coaduna, mas não é a resposta)
Equimoses na face, especialmente ao redor do nariz e da boca, são comuns em tentativas de sufocação, um método frequente de submissão da vítima em crimes sexuais. A localização perioral é clássica.
Alternativa D — ✅ Correta (coaduna, mas não é a resposta)
Equimoses nos braços da vítima são típicas de contenção forçada, quando o agressor segura ou imobiliza os braços da vítima para evitar resistência. Lesões por preensão manual são comuns nesse contexto.
Alternativa E — ✅ Correta (coaduna, mas não é a resposta)
Escoriações na face anterior do pescoço da vítima são características de esganadura ou estrangulamento, frequentemente observadas em crimes sexuais como forma de controle ou asfixia.
PEGA ESSA DICA!
Memorize as lesões típicas de cada modalidade de violência sexual. Regiões como coxas, face, pescoço e braços são as mais comuns; regiões atípicas como poplítea, dorso ou plantas dos pés geralmente indicam outros mecanismos.
Conclusão: A única alternativa que não apresenta marca compatível com violência sexual é a letra A.