Tício, um jovem muito estudioso, alcança seu objetivo de entrar na universidade com apenas 17 (dezessete) anos. Na festa de recepção dos calouros, um mês antes de completar 18 (dezoito) anos, o jovem universitário comparece ao evento, oportunidade em que encontra com seu antigo desafeto, Mévio. Durante o evento, Tício, munido com uma faca, desfere diversos golpes em Mévio, que é encaminhado ao hospital para atendimento médico. Após três meses de internação, Mévio acaba falecendo em razão dos golpes de faca desferidos por Tício. Diante dessa situação, a Delegacia de Polícia Civil instaurou Auto de Apuração de Ato Infracional para apurar os fatos praticados por Tício.Sobre a aplicação da lei penal no tempo é correto afirmar:
Ano que tange ao tempo do crime, o Código Penal brasileiro considera como praticado o crime no momento do seu resultado.
Bsegundo a teoria da atividade, o crime é praticado no momento do seu resultado, independente do momento da ação ou omissão.
CSegundo o art. 4º do Código Penal brasileiro, considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.
Dsobre a lei penal no tempo, o direito penal pátrio adotou a teria mista, segundo a qual considera-se praticado o crime tanto no momento da conduta quanto do resultado.
Ea teoria do resultado considera praticado o crime no momento da conduta (ação ou omissão).
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GabaritoC — Segundo o art. 4º do Código Penal brasileiro, considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Tempo do crime – aplicação da lei penal no tempo
Gabarito: letra C. O art. 4º do Código Penal adota a teoria da atividade, segundo a qual o crime considera-se praticado no momento da ação ou omissão, ainda que o resultado ocorra posteriormente. É o que expressamente dispõe o dispositivo:
Art. 4CP
Art. 4º — "Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado."
Assim, no caso narrado, Tício praticou a conduta (golpes de faca) quando ainda tinha 17 anos, de modo que a data do crime é a da ação, não a do falecimento da vítima.
Tempo do crime (art. 4º CP)
1Teoria da atividade (adotada)
Crime no momento da ação/omissão
Resultado posterior é irrelevante
2Teoria do resultado (não adotada)
Crime no momento do resultado
3Teoria mista (não adotada)
Crime na conduta e no resultado
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o CP considera o crime no momento do resultado. É o oposto: a lei adota a teoria da atividade (momento da conduta), e não a teoria do resultado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a teoria da atividade considera o crime no momento do resultado, independentemente da conduta. Há inversão conceitual: a teoria da atividade considera a conduta, e o resultado é irrelevante para a fixação temporal.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reproduz fielmente o teor do art. 4º do CP: o crime é praticado no momento da ação ou omissão, ainda que o resultado ocorra depois.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Alega que o direito penal pátrio adotou a teoria mista. Na verdade, o CP adotou a teoria da atividade (art. 4º), e não uma combinação de teorias.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui à teoria do resultado a definição de que o crime ocorre no momento da conduta. Isso é contraditório: a teoria do resultado considera o momento do resultado, não da conduta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as teorias da atividade e do resultado. Nas alternativas B e E, inverte-se o conceito de cada uma, induzindo o candidato a marcar a errada. Grave: o CP adota a teoria da atividade (art. 4º) — crime no momento da conduta.