Questão de Português — Crase — FUNDATEC 2021
- Código
- qq645573
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Tuparendi - RS
- Ano
- 2021
- Nível
- Médio

- Aas – às – a – à
- Bàs – as – a – a
- Cas – às – à – à
- Dàs – as – à – a
- Eas – às – à – a

GabaritoA — as – às – a – à
Gabarito: letra A. A sequência correta é as – às – a – à, pois cada lacuna exige uma análise específica de regência e presença de artigo feminino: a primeira pede apenas o artigo as (sem preposição), a segunda exige a fusão preposição + artigo (às), a terceira é preposição pura antes de verbo (a), e a quarta é locução adverbial feminina (à). A banca testa exatamente a distinção entre o a preposição, o a artigo e a crase (fusão dos dois).
Esta é uma questão de gramática aplicada ao texto: não se resolve por interpretação, mas pela análise sintática de cada lacuna. O método é sempre o mesmo: troque a palavra feminina por uma masculina. Se o masculino pedir ao, há crase; se pedir apenas o, não há. Esse teste revela se existe preposição + artigo (crase) ou só um dos dois.
Vamos aplicar lacuna por lacuna, com base no texto-base disponível.
A sequência as – às – a – à é a única que respeita a regência e a presença de artigo em cada trecho. Vejamos o porquê de cada escolha:
Linha 21 (as): o termo é objeto direto de um verbo transitivo direto — não há preposição, apenas o artigo feminino plural as. O teste com masculino confirma: se fosse masculino, usaríamos os (sem preposição), logo, sem crase.
Linha 28 (às): aqui há a fusão da preposição a (exigida pela regência do verbo) com o artigo as. O teste com masculino pediria aos — portanto, crase obrigatória.
Linha 31 (a): antes de verbo, a crase é proibida — usa-se apenas a preposição a. Não há artigo para fundir.
Linha 34 (à): trata-se de locução adverbial feminina (como à noite, à tarde), que exige crase obrigatória.
O teste do masculino é infalível. Se a troca por palavra masculina exige ao, há crase; se exige apenas o, não há. Aplique sempre antes de marcar.
A sequência às – as – a – a erra na primeira e na última lacuna. Na linha 21, não há preposição — o as é só artigo, então a crase é indevida. Na linha 34, a locução adverbial feminina exige crase, mas a alternativa traz a sem acento. O erro é de troca de conceito: confundir artigo com crase.
A sequência as – às – à – à erra na linha 31: antes de verbo, a crase é proibida, então o correto é a (preposição pura), não à. A alternativa generaliza a crase para um caso em que ela não ocorre.
A sequência às – as – à – a erra na primeira lacuna (crase indevida em às) e na última (falta crase na locução adverbial). O erro é de contradição com a regra: inverte os casos de crase obrigatória e proibida.
A sequência as – às – à – a erra apenas na linha 31: antes de verbo, não há crase. A alternativa restringe indevidamente o uso da crase, aplicando-a onde é proibida.
A banca mistura os três usos do a (preposição, artigo e crase) para testar se o candidato domina o teste do masculino. A armadilha está em aplicar crase automaticamente antes de palavras femininas, sem verificar se há preposição.
Gabarito: letra A.
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