Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — IBFC 2021
- Código
- qq651737
- Banca
- IBFC
- Órgão
- Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Biólogo
- AAmigdalite
- BSepticemia
- CBronquite
- DFebre reumática
GabaritoC — Bronquite
Gabarito: letra C. O ASLO é um anticorpo produzido contra a estreptolisina O, uma toxina do Streptococcus pyogenes. Sua presença em títulos elevados indica infecção estreptocócica recente e está classicamente associada a complicações como amigdalite, septicemia e febre reumática. A bronquite, tipicamente de origem viral ou bacteriana não estreptocócica, não integra esse grupo, sendo a alternativa incorreta.
A banca cobra o conhecimento de que o ASLO é um marcador de infecção pelo estreptococo do grupo A e de suas complicações não supurativas (febre reumática, glomerulonefrite) e supurativas (amigdalite, septicemia). O texto de apoio confirma que o ASLO "pode ajudar a confirmar um quadro de febre reumática aguda" e que a amigdalite estreptocócica pode evoluir para complicações como abscessos e sepse (septicemia).
A amigdalite (tonsilite) é uma infecção aguda da orofaringe frequentemente causada pelo Streptococcus pyogenes. Nesses casos, o organismo produz anticorpos antiestreptolisina O (ASLO), que podem ser detectados em títulos elevados. O texto menciona que a amigdalite estreptocócica é uma condição para a qual se solicita cultura e que o ASLO reflete eventos imunológicos pregressos, sendo útil no diagnóstico de complicações como a febre reumática. Portanto, a amigdalite está corretamente associada ao ASLO.
A septicemia (sepse) por Streptococcus pyogenes é uma complicação grave que pode ocorrer a partir de uma infecção local, como amigdalite ou celulite, com disseminação bacteriana na corrente sanguínea. O texto cita que abscessos peritonsilares podem evoluir para mediastinite e sepse, e que complicações supurativas incluem sepse. Nesse contexto, o ASLO pode estar elevado, pois reflete a resposta imunológica à infecção estreptocócica. Logo, a septicemia está associada ao ASLO.
A bronquite é uma inflamação dos brônquios, geralmente de causa viral (ex.: influenza, adenovírus) ou bacteriana não estreptocócica (ex.: Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis). O Streptococcus pyogenes raramente é agente de bronquite, e não há correlação clínica entre elevação do ASLO e bronquite. O texto de apoio não menciona bronquite em nenhuma passagem, e a literatura médica não a lista como complicação estreptocócica. Assim, bronquite não é doença associada ao ASLO, tornando esta alternativa a incorreta pedida.
A febre reumática é a complicação não supurativa mais clássica da infecção pelo Streptococcus pyogenes, desencadeada por reação cruzada de anticorpos contra tecidos cardíacos, articulares e nervosos. O texto afirma expressamente que "títulos de ASLO começam a aumentar em uma semana... e podem ajudar a confirmar um quadro de febre reumática aguda". A febre reumática é, portanto, indissociável da pesquisa de ASLO, estando corretamente listada.
Grave as complicações do estreptococo do grupo A: supurativas (amigdalite, abscesso peritonsilar, otite, sinusite, sepse) e não supurativas (febre reumática, glomerulonefrite). O ASLO é o marcador sorológico mais usado nessas situações. Casos de bronquite, pneumonia ou infecções por outros agentes não alteram o ASLO.
Gabarito: letra C.
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