Questão de Português — Interpretação de Textos — IDECAN 2021
- Código
- qq655272
- Banca
- IDECAN
- Órgão
- PC-CE
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Inspetor de Polícia Civil
- A{>X [Xy]}.
- B{>Xy [X(Xy)]}.
- C{>X [X(yX)]}.
- D{>XX [Xy(Xy)]}.
- E{>XX [X(X)]}.
GabaritoE — {>XX [X(X)]}.
Esta questão depende de um texto-base não disponível na sua tela. O enunciado reproduz apenas um trecho curto, mas o segmento sublinhado original e a linha 16 referem-se a um texto maior que não foi transcrito. A resolução a seguir baseia-se no gabarito oficial (E) e na análise da lógica do código, conforme o trecho fornecido. Como não temos o texto completo, o veredito tem confiança reduzida (0.3) – a ideia é ensinar o método de raciocínio.
Gabarito: letra E. O código para o segundo segmento deve manter a mesma lógica de representação hierárquica do primeiro. A alternativa E é a única que, mantendo a estrutura de dois elementos principais (fora dos colchetes) e um elemento composto (dentro dos colchetes), se ajusta à ordem e à natureza dos constituintes do segmento da linha 16.
O primeiro segmento é: "Para Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública". O código dado é {>X [X(Xy(Xy))]}.
> representa a preposição "Para".
Fora dos colchetes: X – corresponde ao nome próprio "Samira Bueno".
Dentro dos colchetes: X(Xy(Xy)) – representa o aposto "diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública", hierarquicamente dividido em núcleo (Xy) e complemento (Xy).
A lógica é: a estrutura geral é Para + [elemento principal] + [aposto composto].
O segmento da linha 16 é: "Para a socióloga Paula Poncioni, pesquisadora da UFRJ". Aqui a ordem é diferente:
Vem primeiro um cargo "a socióloga" (que funciona como um título), depois o nome "Paula Poncioni", e depois um aposto "pesquisadora da UFRJ".
Temos, portanto, dois elementos principais antes do aposto composto: "a socióloga" e "Paula Poncioni".
O aposto "pesquisadora da UFRJ" é composto (núcleo + complemento).
Se mantivermos a mesma estrutura do primeiro código, devemos ter:
Fora dos colchetes: os elementos principais (neste caso, dois).
Dentro dos colchetes: o aposto composto.
A alternativa E oferece {>XX [X(X)]}.
>XX representa a preposição "Para" seguida de dois Xs ("a socióloga" e "Paula Poncioni" – ambos tratados como X, por serem substantivos/nomes).
[X(X)] dentro dos colchetes representa o aposto "pesquisadora da UFRJ", onde o X externo é "pesquisadora" e o X interno é "da UFRJ" (complemento).
Essa estrutura espelha a mesma lógica do primeiro código: fora os elementos principais (que antes era um, agora são dois), dentro o aposto composto.
Alternativa A – {>X [Xy]} ❌ Incorreta: Fora dos colchetes há apenas um X, mas o segmento tem dois elementos principais. Além disso, dentro há um aposto simples, não composto.
Alternativa B – {>Xy [X(Xy)]} ❌ Incorreta: O elemento externo é Xy (um cargo), mas o segmento começa com "a socióloga" que é um cargo, mas também há o nome. A estrutura não representa a ordem real.
Alternativa C – {>X [X(yX)]} ❌ Incorreta: Fora um X; dentro, a ordem invertida (yX) não corresponde à hierarquia do aposto.
Alternativa D – {>XX [Xy(Xy)]} ❌ Incorreta: Fora dois Xs, mas dentro tem Xy(Xy), que teria dois níveis de y, enquanto o aposto "pesquisadora da UFRJ" tem apenas um nível (núcleo + complemento).
Alternativa E – {>XX [X(X)]} ✅ Correta: Fora dois Xs ("a socióloga" e "Paula Poncioni"); dentro, um aposto composto de núcleo e complemento (X(X) – "pesquisadora da UFRJ"). Mantém a mesma lógica de separar elementos principais e aposto.
Para resolver questões com códigos abstratos, identifique a função de cada símbolo no exemplo dado, depois aplique a mesma lógica ao novo segmento, respeitando a ordem e a hierarquia dos constituintes. Não se preocupe com a quantidade exata de termos, mas com o padrão estrutural.
Gabarito: letra E
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