Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — INSTITUTO AOCP 2021
- Código
- qq660766
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- ITEP-RN
- Ano
- 2021
- Nível
- Médio
- Cargo
- ITEP - RN - Agente Técnico Forense
Animais têm sotaque?
Sim. Os biólogos chamam essas diferenças de dialetos. Essa é uma descoberta antiga: 2 mil anos atrás, Plínio, o naturalista romano, já havia observado que exemplares da mesma espécie de pássaro provenientes de lugares diferentes não soam iguais. Isso é possível porque as vocalizações de um sabiá ou bem-te-vi não vêm prontas no DNA: precisam ser aprendidas pelos bebês, exatamente como as linguagens humanas. E quando há aprendizado, a variação se torna inevitável. É importante diferenciar dialetos de variações genéticas. Galinhas brasileiras e chinesas provavelmente não pertencem à mesma linhagem. E pequenas variações anatômicas significam que elas vão cacarejar diferente. Mas essa é, por assim dizer, a “voz” dessas aves – não o sotaque. Outra possibilidade é que vocalizações diferentes evoluam por seleção natural conforme as necessidades de cada população. Essas são adaptações genéticas, e não variações culturais.
Fonte: VAIANO, Bruno. Oráculo. Revista Super Interessante, n. 424, p. 59, fev/2021.
- AEla é uma expressão típica da variedade culta da língua.
- BEla poderia ser omitida sem que isso comprometesse a ideia geral do excerto.
- CSua função é reforçada pelo uso das aspas na palavra “voz”.
- DEla indica que “cacarejo” não é exatamente o mesmo que “voz”, mas que é possível que se faça essa comparação para que a compreensão do assunto se torne mais acessível.
- EEla equivale semanticamente à “digamos assim”.