Questão de Farmácia — Farmacodinâmica — INSTITUTO AOCP 2021
Farmácia›Farmacodinâmica
Código
qq661235
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
ITEP-RN
Ano
2021
Nível
Superior
Cargo
ITEP - RN - Perito Criminal - Toxicologia
O Brometo de Ipratrópio, conhecido e difundido broncodilatador com ação antagonista muscarínica, desenvolve sua ação por atuar em
Areceptores metabotrópicos do tipo beta acoplados à proteína Sq.
Breceptores não metabotrópicos do tipo alfa acoplados à proteína Gi.
Creceptores não metabotrópicos do tipo M2 acoplados à proteína Gs.
Dreceptores metabotrópicos do tipo muscarínico M4 acoplados à proteína Gi.
Ereceptores metabotrópicos do tipo muscarínico M3 acoplados à proteína Gq.
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GabaritoE — receptores metabotrópicos do tipo muscarínico M3 acoplados à proteína Gq.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Mecanismo de ação do brometo de ipratrópio
Gabarito: letra E. O brometo de ipratrópio é um antagonista muscarínico que bloqueia os receptores colinérgicos do tipo M3, os quais são metabotrópicos (acoplados à proteína Gq). Esse bloqueio impede a broncoconstrição mediada pela acetilcolina, promovendo broncodilatação.
A banca testa o conhecimento dos subtipos de receptores muscarínicos e suas proteínas G associadas. O ipratrópio é um anticolinérgico inalatório de curta duração, usado no tratamento da DPOC e asma, e sua ação principal se dá nos receptores M3 das vias aéreas.
Receptores muscarínicos
1Metabotrópicos (acoplados à proteína G)
M1 (neuronal)
M2 (cardíaco) → Gi
M3 (vias aéreas) → Gq
Ipratrópio antagoniza → broncodilatação
M4 (neuronal) → Gi
M5 (neuronal)
2Não metabotrópicos (ionotrópicos)
Receptores nicotínicos
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o ipratrópio atua em receptores metabotrópicos do tipo beta acoplados à proteína Sq. Receptores beta são adrenérgicos (β2), e não muscarínicos. Além disso, a proteína Sq não é uma subunidade padrão de proteína G (as clássicas são Gs, Gi, Gq, etc.). O ipratrópio não tem ação em receptores beta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma receptores não metabotrópicos do tipo alfa acoplados à proteína Gi. Receptores muscarínicos são metabotrópicos, não ionotrópicos (não metabotrópicos). Além disso, os receptores alfa (α) são adrenérgicos, não muscarínicos. A descrição é completamente inadequada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma receptores não metabotrópicos do tipo M2 acoplados à proteína Gs. O receptor M2 é metabotrópico (e não ionotrópico) e está acoplado à proteína Gi (inibitória), não Gs. O ipratrópio atua predominantemente em M3.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma receptores metabotrópicos do tipo muscarínico M4 acoplados à proteína Gi. Embora o M4 exista e seja acoplado à Gi, o ipratrópio é broncodilatador por bloquear principalmente M3 (e em menor grau M1) nas vias aéreas. A ação broncodilatadora clínica está associada ao bloqueio M3, não M4. Além disso, M4 está mais presente em tecidos neurais.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta: "receptores metabotrópicos do tipo muscarínico M3 acoplados à proteína Gq". O receptor M3 é metabotrópico, acoplado à proteína Gq, que ativa a fosfolipase C, gerando IP3 e DAG, levando à contração muscular. Ao bloquear esse receptor, o ipratrópio impede a broncoconstrição, resultando em broncodilatação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre subtipos de receptores muscarínicos (M2, M3, M4) e suas proteínas G. Lembre-se: M3 → Gq (excitatório), M2/M4 → Gi (inibitório). Além disso, tentam confundir com receptores adrenérgicos (beta, alfa) e com a classificação metabotrópico vs ionotrópico. Fique atento: todos os receptores muscarínicos são metabotrópicos.