Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — INSTITUTO AOCP 2021
MedicinaClínica Médica Humana
- Código
- qq661981
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- Prefeitura de João Pessoa - PB
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico
Paciente, 70 anos de idade, é tabagista 50 anos x maço e procura o clínico relatando que há 12 anos tosse todos os dias com expectoração clara. Notou alteração do quadro nos últimos 4 anos, quando iniciou dispneia progressiva até aos mínimos esforços. Nega dispneia paroxística noturna. Refere grande dificuldade de cessar o tabagismo. Dados do exame físico: IMC 19 kg/m2; PA 105 x 70 mmHg; FC 88 bpm; FR 22 irpm; SatO2 em ar ambiente 83%. Presença de esforço respiratório com tiragem intercostal, supraclavicular e de fúrcula esternal. Tórax hipertimpânico à percussão e com diâmetro anteroposterior aumentado. Murmúrio vesicular diminuído difusamente com estertores móveis com a tosse. Ausência de edemas ou quaisquer sinais de congestão sistêmica. Ausência de bulhas acessórias. O clínico solicitou uma radiografia simples de tórax que evidenciou índice cardiotorácico de 45% e um aparente aumento da área pulmonar com redução da trama vascular. Solicitou, então, uma espirometria que apresentou os resultados a seguir:
● LIN: limite inferior da normalidade.● Prev: valor previsto.● Bd: broncodilatador.Quanto ao caso, assinale a alternativa correta.
● LIN: limite inferior da normalidade.● Prev: valor previsto.● Bd: broncodilatador.Quanto ao caso, assinale a alternativa correta.- ANão houve resposta ao broncodilatador, o que afasta a possibilidade de asma.
- BO quadro sugere fortemente o diagnóstico de DPOC, o que é corroborado pela boa resposta à prova broncodilatadora.
- CDPOC pode ser descartada pela ausência de resposta à prova broncodilatadora.
- DA maior probabilidade é de asma cardíaca, com as alterações respiratórias e da espirometria sendo explicadas pela Insuficiência de VE, com congestão pulmonar, mas sem evidências de insuficiência de VD, o que explica ausência de congestão sistêmica.
- EO índice de Tiffeneau corrobora a hipótese de distúrbio restritivo.