Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — Quadrix 2021
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
qq676509
Banca
Quadrix
Órgão
CRBio-6ª Região
Ano
2021
Nível
Superior
Cargo
Fiscal Biólogo
Acerca dos procedimentos de captura, contenção, marcação, soltura e coleta de animais vertebrados in situ e ex situ, assinale a alternativa correta.
AA captura pode ser realizada de forma manual, com equipamentos ou por armadilhas, seguindo-se as particularidades das espécies ou comunidades-alvo do estudo.
BA captura pode ser realizada de forma manual, com equipamentos ou por armadilhas, de forma padronizada e independentemente das particularidades das espécies ou das comunidades-alvo do estudo.
CA captura pode ser realizada de forma manual, sendo vedado o uso de armadilhas e seguindo-se as particularidades das espécies ou das comunidades-alvo do estudo.
DA captura é prática terminantemente vedada.
EA captura é prática vedada apenas para animais ameaçados de extinção.
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GabaritoA — A captura pode ser realizada de forma manual, com equipamentos ou por armadilhas, seguindo-se as particularidades das espécies ou comunidades-alvo do estudo.
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Captura de animais vertebrados: procedimentos e particularidades
Gabarito: letra A. A captura de animais vertebrados para fins de estudo científico pode ser realizada de forma manual, com equipamentos ou por armadilhas, e deve sempre respeitar as particularidades das espécies ou comunidades-alvo — é exatamente isso que a alternativa A afirma. As demais alternativas ou restringem indevidamente os métodos permitidos, ou negam a prática, ou a condicionam a um critério que não existe na legislação.
A captura, contenção, marcação, soltura e coleta de animais vertebrados são procedimentos essenciais em estudos ecológicos e de conservação. A escolha do método de captura — manual, com equipamentos (como redes, puçás, laços) ou por armadilhas (como gaiolas, armadilhas de queda, pitfall) — depende diretamente das características biológicas e comportamentais da espécie-alvo, bem como das particularidades da comunidade estudada. Não existe um método universal: o que funciona para um pequeno roedor pode ser inadequado ou até perigoso para uma ave de rapina ou um anfíbio. Por isso, a padronização cega, sem considerar as particularidades, é tecnicamente incorreta e pode comprometer o bem-estar animal e a validade científica do estudo.
A legislação brasileira, especialmente a Lei nº 5.197/1967 (Lei de Proteção à Fauna) e a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), não veda a captura de animais para fins científicos, desde que autorizada pelo órgão competente (como o IBAMA ou o ICMBio, por meio do SISBIO). A captura é permitida, mas condicionada a autorização e ao cumprimento de boas práticas. Animais ameaçados de extinção também podem ser capturados para pesquisa, desde que com autorização específica e seguindo protocolos rigorosos — não há vedação absoluta. Portanto, as alternativas que afirmam vedação total ou parcial estão incorretas.
A pegadinha da banca está em inverter o princípio da adequação: a alternativa B afirma que a captura é feita de forma padronizada e independentemente das particularidades, o que contraria a lógica científica e as boas práticas de manejo. A alternativa C exclui o uso de armadilhas, que é um método legítimo e amplamente utilizado. As alternativas D e E negam ou restringem a prática sem fundamento legal.
Captura de vertebrados
1Métodos permitidos
Manual
Equipamentos (redes, puçás, laços)
Armadilhas (gaiolas, pitfall)
2Princípio da adequação
Particularidades da espécie-alvo
Particularidades da comunidade
3Autorização
Órgão competente (SISBIO/IBAMA/ICMBio)
Espécies ameaçadas também podem
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A está correta porque reconhece a diversidade de métodos de captura (manual, equipamentos, armadilhas) e, principalmente, a necessidade de adequação às particularidades das espécies ou comunidades-alvo. Esse é o princípio fundamental do manejo científico: cada espécie exige técnicas específicas para minimizar estresse, lesões e mortalidade, garantindo a qualidade dos dados coletados.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B erra ao afirmar que a captura é feita de forma padronizada e independentemente das particularidades das espécies ou comunidades-alvo. Isso contraria a prática científica e as boas práticas de manejo, que exigem a adequação do método às características biológicas e comportamentais de cada espécie. A padronização cega pode causar danos aos animais e comprometer a validade do estudo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C erra ao vedar o uso de armadilhas. As armadilhas são um método legítimo e amplamente utilizado na captura de vertebrados, desde que adequadas à espécie-alvo e utilizadas com autorização. A alternativa também erra ao afirmar que a captura é feita apenas manualmente, o que é falso.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D erra ao afirmar que a captura é terminantemente vedada. A captura de animais vertebrados para fins científicos é permitida, desde que autorizada pelo órgão competente (SISBIO/IBAMA/ICMBio) e realizada seguindo boas práticas. A vedação absoluta não existe na legislação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E erra ao afirmar que a captura é vedada apenas para animais ameaçados de extinção. Na verdade, a captura de espécies ameaçadas também pode ser permitida para fins de pesquisa e conservação, desde que com autorização específica e protocolos rigorosos. A vedação não se limita a esse grupo, e a captura de outras espécies também é regulamentada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão do princípio da adequação: a alternativa B apresenta a captura como padronizada e independente das particularidades, quando o correto é exatamente o oposto — a captura deve ser adaptada a cada espécie ou comunidade. Além disso, as alternativas C, D e E tentam confundir com vedações que não existem na legislação. Fique atento: a captura científica é permitida, mas sempre com autorização e respeito às particularidades.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões sobre captura e manejo de fauna, lembre-se do tripé: (1) métodos variados (manual, equipamentos, armadilhas); (2) adequação às particularidades da espécie; (3) necessidade de autorização do órgão competente. Se a alternativa trouxer "padronizado", "independente", "vedado" ou "apenas para ameaçados", desconfie — provavelmente está errada.