Questão de Biologia — Qualidade de vida das populações humanas — Quadrix 2021
- Código
- qq681843
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- SEDF
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor Substituto - Ciências Naturais
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação "toda infecção sexualmente transmissível é uma doença" é falsa porque infecção e doença não são sinônimos: a infecção é a entrada e multiplicação do agente patogênico no organismo, podendo ser assintomática, enquanto a doença é a manifestação clínica, ou seja, o conjunto de sintomas que a infecção pode (ou não) causar. O próprio material de apoio exemplifica com o HIV: uma pessoa soropositiva pode transmitir o vírus sem apresentar os sinais clássicos da AIDS.
A banca explora exatamente essa confusão conceitual. No contexto da virologia e da saúde sexual, é fundamental distinguir:
Infecção: presença e multiplicação do agente etiológico (vírus, bactéria, protozoário) no hospedeiro, independentemente de causar sintomas.
Doença: o quadro clínico resultante, com sinais e sintomas perceptíveis.
Muitas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são assintomáticas, principalmente em fases iniciais. O exemplo clássico é o HIV: a pessoa infectada pode permanecer por anos sem manifestar a AIDS. Outros exemplos incluem o HPV, que pode ficar latente, e a tricomoníase, em que os homens costumam ser portadores assintomáticos. Portanto, dizer que toda infecção é doença é um erro conceitual grave.
A pegadinha está em tratar "infecção" e "doença" como equivalentes, quando na verdade a infecção é uma etapa que pode ou não evoluir para a doença. O candidato que não domina essa distinção marca "Certo", caindo na armadilha.
A afirmativa "Toda infecção sexualmente transmissível é uma doença" está errada. O erro está na generalização absoluta: nem toda infecção se manifesta como doença. O próprio texto de apoio afirma que "doença é manifestação de sintomas de uma infecção" e que "a infecção pode ser assintomática". Ou seja, uma pessoa pode estar infectada (por exemplo, pelo HIV) e não apresentar sintomas, portanto não estar "doente" no sentido clínico, embora possa transmitir o agente. A infecção é condição necessária, mas não suficiente, para a doença.
A distinção entre infecção e doença é um conceito central em microbiologia e infectologia, e a banca costuma cobrá-la justamente para testar se o candidato compreende que a presença do patógeno não implica, necessariamente, manifestação clínica.
Para questões que envolvem ISTs, lembre-se sempre: infecção ≠ doença. Guarde o exemplo do HIV (soropositivo assintomático) e do HPV (latente) — são os casos mais citados para ilustrar essa diferença. Na prova, desconfie de afirmações com "toda", "sempre" ou "nunca" quando o tema for biologia de agentes infecciosos: quase sempre há exceções.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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