Pular para o conteúdo principal

Questão de Controle Externo — Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal - STF — CEPERJ 2022

Controle ExternoJurisprudência do Supremo Tribunal Federal - STF
Código
qq705893
Banca
CEPERJ
Órgão
AL-MA
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Consultor Legislativo Especial - Direito Constitucional
A Assembleia Legislativa do Estado Gama, ao disciplinar a concessão de geração de energia elétrica em operação em seu território, resolveu obrigar, por pressões ambientalistas, que as concessionárias em operação promovessem investimentos na proteção e na preservação dos mananciais hídricos, com percentuais fixados em lei e baseados, proporcionalmente, nas receitas auferidas no exercício anterior. Com base na jurisprudência do STF sobre o assunto, a Lei estadual nº XX que disciplinou essas mudanças é:
  1. Ainconstitucional, pois é competência da União explorar o aproveitamento energético dos cursos de água, sendo a concessão regida pelos termos do respectivo contrato.
  2. Binconstitucional, pois a previsão normativa de como os operadores econômicos devem aplicar os recursos auferidos em sua atividade afronta a livre iniciativa.
  3. Cconstitucional, pois o Estado possui competência concorrente com a União para legislar sobre meio ambiente.
  4. Dconstitucional, pois o federalismo cooperativo impõe que todos os entes federativos adotem medidas em prol do interesse coletivo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — inconstitucional, pois é competência da União explorar o aproveitamento energético dos cursos de água, sendo a concessão regida pelos termos do respectivo contrato.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Constitucionalidade de lei estadual sobre geração de energia elétrica

Gabarito: letra A. A lei estadual é inconstitucional porque invade a competência exclusiva da União para legislar sobre energia e explorar o aproveitamento energético dos cursos de água, sendo a concessão regida pelo contrato firmado. O STF firma jurisprudência no sentido de que os estados não podem impor obrigações adicionais a concessionárias federais nesse setor.

A questão trata de repartição constitucional de competências. A Constituição Federal atribui à União, de forma privativa, a competência para legislar sobre energia (art. 22, IV) e para explorar, diretamente ou mediante concessão, os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água (art. 21, XII, b). Já a competência concorrente (art. 24) não inclui energia. Assim, qualquer lei estadual que discipline a atividade das concessionárias de energia elétrica, especialmente impondo investimentos obrigatórios com base em receitas, afronta o pacto federativo e a estabilidade contratual das concessões.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A lei é inconstitucional por invadir a competência da União. O STF consolidou o entendimento de que a exploração de energia elétrica e a outorga de concessões são matérias de competência federal, não podendo os estados interferir nas condições dos contratos já celebrados. A alternativa reproduz exatamente essa fundamentação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora a lei também possa ser questionada sob o ângulo da livre iniciativa, a jurisprudência do STF tem como fundamento principal a violação da competência federal, e não a livre iniciativa isoladamente. A alternativa B não capta o núcleo da inconstitucionalidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A competência concorrente (art. 24, CF) não abrange energia elétrica, mas sim matérias como meio ambiente, florestas, caça, pesca, etc. A proteção ambiental pode ser legislada concorrentemente, mas a imposição de ônus financeiros a concessionárias de energia federal extrapola a competência suplementar dos estados, pois interfere na própria estrutura da concessão, que é federal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O federalismo cooperativo não autoriza os estados a legislar de forma a invadir a competência privativa da União. A cooperação deve se dar nos limites constitucionais, e não mediante imposição unilateral de encargos a concessionárias federais.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre competência concorrente em matéria ambiental e a competência exclusiva da União sobre energia. O candidato pode ser levado a crer que, por envolver mananciais hídricos (meio ambiente), o estado poderia legislar. Porém, o núcleo da questão é a interferência na concessão federal de energia, e não a proteção ambiental em si. Fique atento: a competência concorrente para legislar sobre meio ambiente não autoriza o estado a criar obrigações financeiras para concessionárias de serviço federal.

Gabarito: letra A.

Link permanente: /questoes/qq705893