Questão de Geografia — Geografia Econômica — Colégio Pedro II 2022
GeografiaGeografia Econômica
- Código
- qq712020
- Banca
- Colégio Pedro II
- Órgão
- Colégio Pedro II
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Geografia
A riqueza comum criada pelo trabalho social aparece em uma variedade infinita de valores de uso, desde facas e garfos até desmatamentos, cidades inteiras, o avião em que viajamos, os carros que dirigimos, a comida que ingerimos, as casas em que vivemos e as roupas que usamos. A apropriação e a acumulação privada dessa riqueza comum e o trabalho social nela cristalizado ocorrem de duas maneiras muito diferentes.Em primeiro lugar, há uma vasta gama do que poderíamos chamar hoje de atividades ilegais [...]. Em segundo lugar, as pessoas acumulam riqueza por meio de trocas legalmente sancionadas, sob condições não coercitivas de comércio e em mercados de funcionamento livre. Teóricos [...] constroem seus modelos de circulação e acumulação do capital baseados no pressuposto de que apenas o segundo tipo de apropriação privada e acúmulo de riqueza social é legítimo e relevante. (HARVEY, 2016, p. 59)HARVEY, D. 17 contradições e o fim do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2016.Sobre as imbricações territoriais do legal-ilegal, é correto afirmar que
- Aa constitucionalidade capitalista não incorpora a ilegalidade em sua base, ainda que a circulação de dinheiro, mercadorias e serviços ilegais faça uso de redes e sistemas logísticos legais em diferentes escalas.
- Ba organização territorial em redes supranacionais na atual fase da globalização otimizou formas internacionalmente integradas de combate ao crime organizado, o que favoreceu a diminuição dos fluxos das atividades ilegais.
- Cas atividades ilegais atuam em simbiose com os circuitos da economia legal, operando sobre as mesmas bases territoriais e financeiras de circulação em rede, não sendo o ilegal uma excrecência ao funcionamento legítimo do capitalismo.
- Dos territórios de predomínio das atividades ilegais são marcados pelo exercício de um poder paralelo, que atua às margens do Estado ao promover a circulação e acumulação de capital por meio tanto de redes legais quanto ilegais.