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Questão de Psicologia — Psicologia e Políticas Públicas de Proteção e Promoção à Saúde — FUNDATEC 2022

PsicologiaPsicologia e Políticas Públicas de Proteção e Promoção à Saúde
Código
qq730918
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Porto Alegre - RS
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Psicólogo - Edital nº 77
Em consonância com as Referências técnicas para atuação de psicólogas/os em políticas públicas de álcool e outras drogas (CFP, 2019), assinale a alternativa INCORRETA.
  1. AO paradigma proibicionista favorece práticas tutelares, heteronômicas e violadoras de direitos amparadas no modelo médico-moral. Dessa forma, tal modelo afirma as proposições da Reforma Psiquiátrica Brasileira e da Luta Antimanicomial, através da internação compulsória e involuntária, além do tratamento visando a abstinência como única meta possível.
  2. BO grande desafio é atuar de modo ampliado e intersetorial na perspectiva da garantia de direitos e, dessa maneira, enfrentar a lógica reducionista que trata a questão das drogas pela via da doença e da periculosidade.
  3. CA expansão da política repressiva, chamada internacionalmente de guerra às drogas, incide, na verdade, em determinados sujeitos e grupos sociais e tem produzido mais violência, morte e custos sociais do que os danos advindos do próprio uso das substâncias tornadas ilícitas.
  4. DEmbora o debate sobre as drogas tenha se intensificado na atualidade com a diversificação de dispositivos de cuidado, desde a década de 1980, a Política Nacional de DST/AIDS e o processo da Reforma Psiquiátrica foram marcos importantes para o desenvolvimento posterior das políticas públicas sobre álcool e outras drogas.
  5. EA lógica reducionista e patologizante do uso de uso de álcool e outras drogas cria dificuldades para o acolhimento dos usuários, que passam a ser objeto de discriminação, preconceito, exclusão, acionando também as práticas de recolhimento e internação compulsória como foi verificado nas grandes cidades brasileiras.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — O paradigma proibicionista favorece práticas tutelares, heteronômicas e violadoras de direitos amparadas no modelo médico-moral. Dessa forma, tal modelo afirma as proposições da Reforma Psiquiátrica Brasileira e da Luta Antimanicomial, através da internação compulsória e involuntária, além do tratamento visando a abstinência como única meta possível.

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