Questão de Português — Coesão e coerência — FUNDATEC 2022
Português›Coesão e coerência
Código
qq734125
Banca
FUNDATEC
Órgão
IPE Saúde
Ano
2022
Nível
Superior
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.
Assinale a alternativa que indica o desenvolvimento da forma nominal: “o fim da exigência da carteira do INAMPS para o atendimento nos hospitais próprios e conveniados da rede pública” (l. 45-47) para uma oração desenvolvida.
AO fim da exigência da carteira do INAMPS para que houvesse o atendimento nos hospitais próprios e conveniados da rede pública.
BO fim da exigência da carteira do INAMPS para que houvessem o atendimento nos hospitais próprios e conveniados da rede pública.
CO fim da exigência da carteira do INAMPS para haver o atendimento nos hospitais próprios e conveniados da rede pública.
DO fim da exigência da carteira do INAMPS para haverem o atendimento nos hospitais próprios e conveniados da rede pública.
EO fim da exigência da carteira do INAMPS para atenderem nos hospitais próprios e conveniados da rede pública.
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GabaritoA — O fim da exigência da carteira do INAMPS para que houvesse o atendimento nos hospitais próprios e conveniados da rede pública.
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Desenvolvimento da forma nominal: oração reduzida × oração desenvolvida
Gabarito: letra A. A questão pede a transformação da forma nominal "para o atendimento" (locução prepositiva + substantivo) em uma oração desenvolvida, ou seja, uma oração com verbo flexionado. A alternativa A faz isso corretamente com "para que houvesse o atendimento", mantendo o sentido de finalidade e respeitando a concordância (verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal, fica no singular). As demais alternativas ou mantêm a forma nominal (C e D) ou erram a concordância do verbo "haver" (B e E).
A chave da questão está em entender o que é forma nominal e o que é oração desenvolvida. Formas nominais do verbo são o infinitivo, o gerúndio e o particípio — não flexionam em pessoa e número. No trecho original, "o atendimento" é um substantivo, e a expressão "para o atendimento" é uma locução prepositiva com valor final. Para desenvolver, é preciso criar uma oração com verbo no modo subjuntivo ou indicativo, introduzida por uma conjunção (no caso, "para que").
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A transforma a forma nominal em oração desenvolvida: "para que houvesse o atendimento". O verbo "houvesse" está flexionado no pretérito imperfeito do subjuntivo, concordando com o sujeito oracional "o atendimento". O sentido de finalidade é preservado pela locução conjuntiva "para que". Além disso, o verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal, portanto fica na 3ª pessoa do singular — "houvesse", e não "houvessem". A alternativa está gramaticalmente correta e semanticamente equivalente ao original.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B comete erro de concordância verbal: "para que houvessem o atendimento". O verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e não varia, mesmo quando o objeto ("o atendimento") está no singular. O correto seria "houvesse". A banca troca apenas a desinência verbal para testar se o candidato conhece a impessoalidade do verbo "haver".
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C mantém a forma nominal: "para haver o atendimento". O verbo "haver" está no infinitivo impessoal, ou seja, não está flexionado. A questão pede explicitamente o desenvolvimento para uma oração desenvolvida, que exige verbo flexionado. Portanto, a alternativa não atende ao comando.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D repete o erro da C (mantém a forma nominal "para haver") e ainda acrescenta erro de concordância: "para haverem o atendimento". O infinitivo "haver" não deve ser flexionado quando impessoal, e "atendimento" está no singular. Duplamente incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E troca o verbo "haver" por "atender" e o flexiona no plural: "para atenderem nos hospitais". Além de alterar o sentido (o original fala do fim da exigência para que houvesse atendimento, não para que alguém atendesse), o sujeito de "atenderem" seria indeterminado ou elíptico, o que foge à estrutura original. A banca tenta confundir com um verbo que pede sujeito, mas o sentido final é diferente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre forma nominal (infinitivo) e oração desenvolvida, além da impessoalidade do verbo "haver". As alternativas C e D mantêm o infinitivo; B e E erram a concordância. A única que desenvolve corretamente é a A.
PEGA ESSA DICA!
Ao transformar uma forma nominal em oração desenvolvida, procure a conjunção adequada ("para que", "quando", "embora") e um verbo flexionado. Desconfie de infinitivos e de verbos no plural com "haver" impessoal.