(Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/martha-medeiros/o-dia-fatal – texto adaptado
especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta função sintática exercida pela oração sublinhada no trecho a seguir: “enquanto aguardo meu personal para uma hora de treino de força, confiante de que isso me garantirá alguma longevidade”.
AComplemento nominal.
BSujeito.
CAdjunto adverbial.
DAdjunto adnominal.
EObjeto direto.
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GabaritoA — Complemento nominal.
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Função sintática da oração "de que isso me garantirá alguma longevidade"
Gabarito: letra A. A oração sublinhada — "de que isso me garantirá alguma longevidade" — exerce função de complemento nominal, pois completa o sentido do adjetivo "confiante", que exige preposição "de". No trecho, "confiante de que..." equivale a "confiante disso", e a oração funciona como um objeto indireto do nome, exatamente o papel do complemento nominal.
A chave da resolução
A questão pede a função sintática de uma oração introduzida pela preposição "de" + conjunção integrante "que". O primeiro passo é identificar a palavra que rege essa oração: no trecho, é o adjetivo "confiante" (confiante de algo).
"confiante de que isso me garantirá alguma longevidade"
A oração "de que isso me garantirá..." completa o sentido de "confiante", que é um nome (adjetivo). Termo que completa o sentido de um nome, com preposição obrigatória, é complemento nominal. A oração é uma subordinada substantiva completiva nominal.
Oração "de que isso me garantirá..."
1Completa o adjetivo "confiante"
Exige preposição "de"
Substituível por "disso"
2Função: complemento nominal
Subordinada substantiva completiva nominal
3Distinções
Não é adjunto adnominal (valor ativo)
Não é adjunto adverbial (acessório)
Não é objeto direto (complementa verbo)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A oração "de que isso me garantirá alguma longevidade" é complemento nominal de "confiante". Veja a estrutura:
"confiante" = adjetivo (nome) que pede complemento com a preposição "de";
"de que isso me garantirá..." = oração que preenche esse complemento;
substituição por pronome: "confiante disso" — o "disso" é complemento nominal, logo a oração equivalente também é.
A oração é substantiva completiva nominal, pois exerce a mesma função que um substantivo completaria (o complemento de um nome).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sujeito é o termo que pratica ou sofre a ação do verbo, ou sobre o qual se declara algo. A oração "de que isso..." não é sujeito de nenhum verbo: ela complementa o adjetivo "confiante", não funciona como sujeito de "aguardo" nem de outro verbo. O sujeito de "aguardo" é o sujeito oculto "eu". A banca tenta confundir com a ideia de que a oração poderia ser sujeito, mas ela está regida por preposição e ligada a um nome.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Adjunto adverbial é o termo que indica circunstância (tempo, lugar, modo, causa etc.) e se liga ao verbo, adjetivo ou advérbio, mas sem preposição obrigatória e sem valor de complemento. A oração "de que isso..." não indica circunstância; ela é exigida pelo adjetivo "confiante" (sem ela, o sentido fica incompleto: "confiante" de quê?). Adjunto adverbial é termo acessório, dispensável; aqui o termo é integrante.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza um substantivo, sem preposição obrigatória, e tem valor de adjetivo (ex.: "casa amarela"). A oração "de que isso..." não caracteriza "confiante" como um adjetivo caracterizaria; ela completa o sentido do nome, com preposição. A diferença clássica: adjunto adnominal tem voz ativa (o nome pratica a ação), complemento nominal tem voz passiva (o nome recebe a ação). Aqui, "confiante" não pratica ação alguma — a oração é o alvo da confiança, logo é complemento nominal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição. A oração "de que isso..." não complementa verbo algum; complementa o adjetivo "confiante". Além disso, vem introduzida pela preposição "de", o que já a afastaria do objeto direto (que é sem preposição). A banca explora a confusão entre complemento verbal e complemento nominal.
NÃO CAIA NESSA!
A banca aposta na confusão entre complemento nominal e adjunto adnominal — ambos se ligam a um nome. A diferença: o complemento nominal é exigido pelo nome e tem valor passivo (recebe a ação); o adjunto adnominal é dispensável e tem valor ativo (caracteriza). Aqui, "confiante" exige o complemento, e a oração é o alvo da confiança.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar complemento nominal, pergunte: o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exige preposição para completar seu sentido? Se sim, o termo é complemento nominal. Troque a oração por "disso", "nisso", "a isso" — se encaixar, é complemento nominal.