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Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2022

PortuguêsSintaxe
Código
qq735204
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Taquari - RS
Ano
2022
Nível
Superior

A questão de números refere-se ao texto abaixo.


O dia fatal


Por Martha Medeiros

Imagem da questão

(Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/martha-medeiros/o-dia-fatal – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática exercida pela oração sublinhada no trecho a seguir: “enquanto aguardo meu personal para uma hora de treino de força, confiante de que isso me garantirá alguma longevidade”.
  1. AComplemento nominal.
  2. BSujeito.
  3. CAdjunto adverbial.
  4. DAdjunto adnominal.
  5. EObjeto direto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Complemento nominal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática da oração "de que isso me garantirá alguma longevidade"

Gabarito: letra A. A oração sublinhada — "de que isso me garantirá alguma longevidade" — exerce função de complemento nominal, pois completa o sentido do adjetivo "confiante", que exige preposição "de". No trecho, "confiante de que..." equivale a "confiante disso", e a oração funciona como um objeto indireto do nome, exatamente o papel do complemento nominal.

A chave da resolução

A questão pede a função sintática de uma oração introduzida pela preposição "de" + conjunção integrante "que". O primeiro passo é identificar a palavra que rege essa oração: no trecho, é o adjetivo "confiante" (confiante de algo).

"confiante de que isso me garantirá alguma longevidade"

A oração "de que isso me garantirá..." completa o sentido de "confiante", que é um nome (adjetivo). Termo que completa o sentido de um nome, com preposição obrigatória, é complemento nominal. A oração é uma subordinada substantiva completiva nominal.

Oração "de que isso me garantirá..."
  • 1Completa o adjetivo "confiante"
    • Exige preposição "de"
    • Substituível por "disso"
  • 2Função: complemento nominal
    • Subordinada substantiva completiva nominal
  • 3Distinções
    • Não é adjunto adnominal (valor ativo)
    • Não é adjunto adverbial (acessório)
    • Não é objeto direto (complementa verbo)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A oração "de que isso me garantirá alguma longevidade" é complemento nominal de "confiante". Veja a estrutura:

  • "confiante" = adjetivo (nome) que pede complemento com a preposição "de";

  • "de que isso me garantirá..." = oração que preenche esse complemento;

  • substituição por pronome: "confiante disso" — o "disso" é complemento nominal, logo a oração equivalente também é.

A oração é substantiva completiva nominal, pois exerce a mesma função que um substantivo completaria (o complemento de um nome).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sujeito é o termo que pratica ou sofre a ação do verbo, ou sobre o qual se declara algo. A oração "de que isso..." não é sujeito de nenhum verbo: ela complementa o adjetivo "confiante", não funciona como sujeito de "aguardo" nem de outro verbo. O sujeito de "aguardo" é o sujeito oculto "eu". A banca tenta confundir com a ideia de que a oração poderia ser sujeito, mas ela está regida por preposição e ligada a um nome.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Adjunto adverbial é o termo que indica circunstância (tempo, lugar, modo, causa etc.) e se liga ao verbo, adjetivo ou advérbio, mas sem preposição obrigatória e sem valor de complemento. A oração "de que isso..." não indica circunstância; ela é exigida pelo adjetivo "confiante" (sem ela, o sentido fica incompleto: "confiante" de quê?). Adjunto adverbial é termo acessório, dispensável; aqui o termo é integrante.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Adjunto adnominal é o termo que caracteriza um substantivo, sem preposição obrigatória, e tem valor de adjetivo (ex.: "casa amarela"). A oração "de que isso..." não caracteriza "confiante" como um adjetivo caracterizaria; ela completa o sentido do nome, com preposição. A diferença clássica: adjunto adnominal tem voz ativa (o nome pratica a ação), complemento nominal tem voz passiva (o nome recebe a ação). Aqui, "confiante" não pratica ação alguma — a oração é o alvo da confiança, logo é complemento nominal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição. A oração "de que isso..." não complementa verbo algum; complementa o adjetivo "confiante". Além disso, vem introduzida pela preposição "de", o que já a afastaria do objeto direto (que é sem preposição). A banca explora a confusão entre complemento verbal e complemento nominal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na confusão entre complemento nominal e adjunto adnominal — ambos se ligam a um nome. A diferença: o complemento nominal é exigido pelo nome e tem valor passivo (recebe a ação); o adjunto adnominal é dispensável e tem valor ativo (caracteriza). Aqui, "confiante" exige o complemento, e a oração é o alvo da confiança.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar complemento nominal, pergunte: o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exige preposição para completar seu sentido? Se sim, o termo é complemento nominal. Troque a oração por "disso", "nisso", "a isso" — se encaixar, é complemento nominal.

Gabarito: letra A.

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