Questão de Sociologia — Estratificação e desigualdade social — IADES 2022
SociologiaEstratificação e desigualdade social
- Código
- qq742910
- Banca
- IADES
- Órgão
- SEDUC-GO
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Sociologia
Racismo? No Brasil? Quem foi que disse? Isso é coisa de americano. Aqui não tem diferença porque todo mundo é brasileiro acima de tudo, graças a Deus. Preto aqui é bem tratado, tem o mesmo direito que a gente tem. Tanto é que, quando se esforça, ele sobe na vida como qualquer um. Conheço um que é médico; educadíssimo, culto, elegante e com umas feições tão finas… Nem parece preto. Por aí se vê que o barato é domesticar mesmo. E se a gente detém o olhar em determinados aspectos da chamada cultura brasileira, a gente saca que, em suas manifestações, mais ou menos conscientes, ela oculta, revelando as marcas da africanidade que a constituem. (Como é que pode?) Seguindo por aí, a gente também pode apontar pro lugar da mulher negra nesse processo de formação cultural, assim como pros diferentes modos de rejeição/integração de seu papel.GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afrolatino americano: Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 75-93, com adaptações.Com base na análise de Lélia Gonzalez quanto ao racismo e sexismo na cultura brasileira, assinale a alternativa que apresenta a crítica realizada pela autora.
- ALélia Gonzalez discute o racismo e o sexismo na cultura brasileira, indo ao encontro das análises propostas por Gilberto Freyre e Caio Prado Júnior.
- BA análise realizada pela autora a respeito do racismo no Brasil possui cunho filosófico, considerando os fatores econômicos que mascaram a exclusão da população negra.
- CA partir da psicanálise e da teoria positivista, a autora desenvolve um arcabouço crítico acerca da produção da sociologia brasileira, que tratava da questão racial no Brasil.
- DLélia Gonzalez foi uma intelectual de destaque na América Latina por desenvolver o conceito de “pretuguês” e “Améfrica Ladina”, que foram relevantes para a construção da perspectiva da democracia racial no País.
- ELélia Gonzalez foi pioneira no Brasil na discussão entre raça e gênero, desenvolvendo conceitos, como de “neurose cultural brasileira”, que denuncia o apagamento da contribuição do povo negro na constituição da cultura brasileira.